[OFF] Autorais

Olá, creepyfans. A partir de hoje estamos aceitando creepypastas fan made e contos de terror autorais, mande o seu pelo formulário de contato. Postaremos o conto com seus dados e, caso tenha um blog, site ou rede social onde divulga esses contos, iremos linka-lo ao post também. 

Atenciosamente: Equipe TCP.

A namorada dele morreu no dia 7 de Agosto de 2012

Eu acabei de receber outra mensagem, e é pior do que qualquer uma das outras. Ela estava no meio de uma colisão de três carros, dirigindo para casa do trabalho, quando alguém atravessou o sinal vermelho. Ela morreu em questão de minutos.

Estávamos namorando há cinco anos, na época. Ela não era muito fã da ideia de casamento (ela dizia que parecia arcaico, que passava uma sensação estranha), mas se ela fosse à favor, eu teria casado com ela já nos três meses de namoro. Ela era vibrante, o tipo de pessoa que escolheria Desafio toda vez. Ela era a mais animada nos acampamento, mas também era viciada em tecnologia. Ela sempre tinha cheiro de canela.

Dito isso, ela não era perfeita. Ela sempre falava, quando acontecia algo mórbido que “se eu empacotar antes, não diga apenas coisas boas sobre mim. Eu nunca fui assim. Se você não me criticar também, estará me fazendo um desserviço. Tenho tantos defeitos, e eles são só uma parte de mim." Então isso é sobre a Em: a música que ela dizia gostar, e a música que ela realmente gostava, era totalmente diferente. A ideia dela de carinho, era abraços rápidos. Ela tinha pés muito longos, como um chinpanzé.

Eu sei que isso é superficial, mas eu não acho certo falar dela sem que você tenha ideia de como ela era.

Em estava morta há 13 meses quando ela me mandou mensagem pela primeira vez.


Ticci Toby

Parece que há um longo caminho adiante, até chegar em casa. A estrada parece que não para de se estender a frente do veículo. A luz do farol do carro brilha através dos ramos das altas árvores verdes, e de vez em quando, ofensivamente refletindo a luz em seus olhos.
O ambiente estava cheio de árvores verdes profundas, formando uma floresta em torno da estrada. O único som era do motor do carro. Um som tranquilo que deixava um sentimento sereno.
Embora o passeio parecia estar indo bem, os dois passageiros estavam com um pouco de medo.
A mulher de meia-idade atrás do volante tinha o cabelo curto e castanho que combinam perfeitamente com seu rosto. Ela usava uma camiseta verde de gola no formato V e uma calça masculina. Brincos de diamantes decorado em cada uma de suas orelhas, que estavam bem discretos por causa do seu corte de cabelo que os cobriam. Ela tinha os olhos profundamente verdes da mesma intensidade de sua camisa, e a iluminação parecia torná-los mais visíveis. Embora ela estivesse sempre sorrindo, sua expressão facial era sombria e triste.
De vez em quando ela olha pelo espelho retrovisor para certificar seu filho no banco de trás, que estava parcialmente debruçado sobre seus próprios braços, e sua cabeça encostada contra a janela fria.
O menino não tinha uma aparência normal, qualquer um a primeira vista poderia notar que ele tem algo suavemente errado. Seu cabelo castanho bagunçado para todos os lados, e sua pele pálida, quase cinza. Muito diferente de sua mãe, seus olhos eram escuros, e ele usava uma camisa longa e branca que o hospital onde ele estava forneceu pra ele. As roupas que ele estava usando antes, estavam muito rasgadas e com várias manchas sangue, essa roupa realmente não poderia ser mais usadas.
No lado direito de seu rosto é possível ver alguns cortes juntamente a divisão de suas sobrancelhas. Seu braço direito estava enfaixado do pulso ao ombro, devido a estilhaços de vidros que atingiu seu braço.
Seus ferimentos pareciam ser doloroso, quando na verdade ele não conseguia sentir nada. Ele nunca pode sentir nada. Essa é apenas uma das glórias sobre ele. Quando pequeno ele sofreu de uma rara doença que o levou a ser completamente insensível diante da dor. Ele nunca sequer chorou com algum machucado. Ele poderia ter perdido um braço e não sentiria nada. Pode até parecer legal, mas devido a isso ele sofria transtorno psicológico, ele recebeu vários apelidos insultantes em curto espaço de tempo quando ele frequentava o primário, antes dele ser transferido para um centro de tratamento devido a sua síndrome de Tourette, que levava ele a ter tique nervosos de maneira que ele não podia controlar. Ele iria acabar quebrando seu próprio pescoço se continuasse se contorcendo incontrolavelmente com esses tique nervosos. As crianças que o provocavam chamando ele de Tique-Toby zombando dos seus espasmos exagerados. Então ele também começou a ter aulas particulares. Era muito difícil para ele estar em um ambiente de aprendizagem normal com crianças o perturbando.


Abandonado Pela Disney

Alguns de vocês já ouviram falar que a Disney é responsável por, pelo menos, uma cidade fantasma de verdade.
A Disney construiu o resort da Ilha do Tesouro nas Bahamas. Não começou como uma cidade fantasma! Os cruzeiros da Disney realmente paravam no resort e deixavam turistas lá pra que relaxassem em luxo.
Isso é FATO. Pode procurar.
A Disney gastou 30.000.000,000 de pratas com o lugar. Sim. Trinta milhões de dólares.
E aí deixaram pra lá.
Puseram a culpa nas águas rasas (rasas demais pros navios operarem com segurança) e até nos funcionários já que, como eram nativos de lá, eram preguiçosos demais pra trabalharem num horário decente.
É aí que os fatos acabam. Não foi por causa da areia, muito menos por que "estrangeiros são preguiçosos". Ambas foram desculpas convenientes. Não, sinceramente, não acredito que essas foram os verdadeiros motivos. Por que não caio na história oficial? Por causa do Palácio Mogli.


Sete Anos

Por sete atormentados anos tenho passado tido este pesadelo. Minha cabeça, atônita, permanece cercada por pensamentos indizíveis, vontades questionáveis, medos aterrorizantes. Sete anos e nada muda. Sete anos e eu, o que é ainda mais assustador, continuo com o mesmo sentimento daquele tempo.
Tudo começou numa tarde de abril. Não me recordo como aconteceu, mas sei que ela apareceu na minha vida. Sei que aqueles olhos penetraram nos meus, aquele sentimento aqueceu meu coração, mas não pude fazer nada. Chega a ser indescritível o modo como me senti, indefeso, envolto num sentimento diferente, pelo qual jamais havia passado. Talvez por causa disso ignorei a sensação de que isso poderia me fazer algum mal, pois poderia esquecê-la (quisera eu) na manhã seguinte. No entanto, ao chegar em casa naquela noite, tive a impressão de que havia sido seguido. Ao longo do caminho, ouvia passos, sentia a brisa tocar meu rosto e tinha a sensação de que alguém falava comigo, sussurrava em meus ouvidos. Não me lembro de ter sentido nada além de calafrios e um certo frio na espinha.
Em casa, ao preparar o jantar, ouvi um barulho na porta. Por não ter amigos, estranhei esse fato, mas fui até a porta a fim de ver quem era. Não tinha ninguém. Imaginei que fosse uma brincadeira dos meninos que viviam jogando bola em frente de casa, aqueles moleques travessos. Ignorei e voltei para a cozinha. Com o jantar já pronto, resolvi ligar a televisão para ver o noticiário. Não tinha muitas opções para diversão, não gostava de música, os livros eram minha melhor companhia. Mas, como se fosse um desejo do destino, resolvi ver o que estaria na programação naquela hora. Sentei-me em frente à televisão e assustei-me com o que vi. Enquanto as imagens mostravam dois carros incendiados, a repórter comentava sobre o acidente, que havia deixado dois mortos, um homem e uma mulher, poucas horas antes de eu chegar em casa. Como as imagens estavam sendo transmitidas ao vivo e o local do acidente não era tão distante de casa, peguei as chaves do carro e me dirigi ao local, envolto numa curiosidade interminável e inexplicável de ver aquilo de perto.



Alucinação Real

Acordei repentinamente sentindo um incômodo muito grande na cabeça. Uma dor estranha, como se alguém houvesse me batido enquanto eu dormia. Mas não sentia nenhuma protuberância na pele ou início de inchaço, nem sangue. Virei-me para o canto e fechei os olhos, tentando pegar no sono novamente. Mas foi em vão, a dor parecia aumentar. Sentei-me na cama e tentei recordar se eu havia batido a cabeça durante o dia. Mas não, era certeza que não. Se caso eu tivesse machucado, teria sentido antes, não aconteceria no meio do silêncio da madrugada. Nada explicava aquela dor.
Levantei lentamente e acendi a luz. Ainda com a visão um pouco embaçada, fui ao banheiro para me olhar no espelho. Encarei-me por alguns instantes, procurando qualquer sinal de pancada que justificasse aquela dor insuportável. Mas nada. Não havia nada. Abaixei a cabeça, abri a torneira e lavei meu rosto. Esperando que, dessa forma, essa dor, ao menos, diminuísse. Olhei-me novamente no espelho, desta vez mais atento ainda para o local que doía. E enquanto eu o fitava no espelho, vi uma pequena gota de sangue escorrer por minha testa. Abaixei a cabeça, lavei o rosto novamente e olhei outra vez para o espelho. Mais uma gota de sangue escorria. Peguei uma toalha de papel para limpar o sangue e a toquei lentamente no local da dor. Quando olhei para a toalha de papel, a vi limpa, molhada apenas pela água que ainda descia pelo meu rosto. Sem sangue. Fiquei pasmo e resolvi olhar-me no espelho mais uma vez. O sangramento já era abundante. Eu sentia o sangue molhar ainda mais meu rosto enquanto via essa mesma imagem no reflexo, mas, ao passar a mão no rosto, apenas água eu via. Gota alguma de sangue na mão ou na toalha.
Com o coração acelerado, saí do banheiro e fui em direção ao quarto de meu filho. Precisava que alguém me dissesse algo confortante para provar que eu não estava louco. Depois de acordá-lo, perguntei se ele notara algo de diferente em mim, no meu rosto, enfim, qualquer coisa que provasse que eu estava machucado. Ele sorriu e disse que não, que eu deveria estar enlouquecendo e deveria deixá-lo dormir porque ele havia brincado muito e estava exausto. Sorri também para ele e o deixei. Tive que fingir o sorriso, as coisas não estavam bem para mim. A dor aumentava. A dúvida também. Já não sabia o que fazer.
Fui à cozinha. Abri a geladeira, peguei gelo e coloquei onde doía. Momentaneamente a dor pareceu diminuir. Assim sendo, retornei ao banheiro esperando não ver nada de estranho em meu reflexo nessa vez. Com o gelo ainda na testa, olhei-me no espelho. Tudo normal. Respirei aliviado, olhando para o teto como se agradecesse a Deus. Mas minha surpresa foi ainda maior quando, ao tornar a olhar para o espelho, vi meu rosto todo ensanguentado, assim como minhas mãos e a bolsa de gelo que eu achava ter aliviado meu sofrimento. Joguei a bolsa na parede e, com raiva, bati com força minha cabeça no espelho várias vezes. Os cacos caíam ao meu redor, todos cheios de sangue, dessa vez, real.
Inevitavelmente também caí. Sobre a imensa quantidade de pedaços do espelho que eu quebrara, ainda tive tempo de passar a mão no rosto uma última vez e poder ver que eu realmente (e abundantemente) sangrava. E com o passar dos minutos, desmaiei. Após acordar, já numa cama de hospital, ouvia comentários sobre “o paciente suicida”. Eles achavam que eu tentava me matar. Mas não foi isso que mais me impressionou. O que eu mais estranhei foi quando me falaram que haviam me resgatado no banheiro de casa inconsciente e com ferimentos profundos na cabeça, mas que não fora, em parte alguma do banheiro, encontrada uma única mancha de sangue.

Enviado por: Edimar Silva

O Jogo do Diabo

Este é um conjunto de instruções pra você conversar com o Diabo.
Qualquer um com maturidade ou inteligência suficiente sabe que é uma proposição imbecil para se fazer e que terá resultados completamente desagradáveis. Honestamente, seria mais inteligente publicar o seu número de cartão de credito no Facebook ou tentar seguir uma carreira de domador de crocodilo.
Mesmo assim isso não vai impedi-lo né? Histórias como essa tem o objetivo de entreter, não de educa-lo, certo? Você só irar acreditar se estiver interessado em obter algo do Diabo. Tecnicamente, se você fizer tudo certo, há uma boa chance de você sair impune desse jogo.
Isso me leva a um ponto de esclarecimento que eu devo fazer. Este não é um manual para fazer qualquer tipo de barganha Faustina, sabe, aquele negócio de vender a alma. Se você fizer essa proposta durante a conversa, ele irá recusar. Sua alma não tem nada de especial, se você quer vender sua alma em troca de algo significa que você não é capaz de conseguir as coisas sozinhos, porque ele iria querer uma alma fracassada? Eu não vou soletrar o quão perigoso isso é, mas se você estiver disposto a assumir as consequências, você pode tentar. Mas certamente isso só irá impedir de vocês poderem conversarem.
Isto levanta uma questão importante de porquê exatamente você gostaria de falar com o Diabo? (Alguns de vocês queiram apenas realmente ter uma conversa com entidade ocultas extremamente perigosas, mas para o bem da raça humana, espero que a maioria de vocês não sejam tão estupido.) Mas a resposta é curta: Ele sabe das coisas. Coisas que alguns de vocês podem ter um profundo interesse em descobrir. Quero dizer, ele não é onisciente ou coisa do tipo, resumindo: Ele não é Deus. Mas ele definitivamente tem uma vantagem sobrenatural sobre o conhecimento que qualquer ser humano poderia obter. Por exemplo, ele provavelmente não seria capaz de saber quando acontecerá a próxima guerra Mundial, por que nenhum ser humano sabe. Mas ele poderia dizer quais serão os próximos números sorteados na loteria da Mega-Sena, ou dizer uma condição não diagnosticada que aflige algum ente querido.
Claro que ele não vai sair por ai dando os números vencedores da loteria pra quem pede. E não vai confiar a qualquer um uma informação de grande poder, lembre-se que ele é o pai das mentiras. No entanto se você estiver realmente determinado a encontrar algo e você já esgotou todas as outras opções, há uma maneira de tentar obter informações precisas desse cara. Você vê, com tantos vilões mais urbano na cultura popular, o Diabo tem uma propensão para jogos de azar. É claro que a razão pela qual ele gosta tanto deles é que quase sempre ele vence. A menos que aconteça como um violinista chamado Johnny ou um político inglês representado por Daniel Webster. Mas se você está determinado o suficiente para querer enfrentar os riscos e as infinitas probabilidades, há um certo jogo que vocês dois poderiam jogar para tentar ganhar a informação que você precisa.



 
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