Par Perfeito

Eu estou tão cansado disso. Você fica me ignorando completamente, às vezes você fica apenas me encarando por várias horas. Você me estuda, como se eu pudesse dar respostas para os seus problemas, eu sou o único que vai te entender. Eu quero te trazer para o meu mundo e deixar você longe de todas as coisas que machucam você.
Eu não posso contar o número de vezes que eu vi você chorar, e sempre estive lá para chorar com você.Quando você está triste, eu estou triste, quando você sorri, eu sorrio. Ninguém faria por você o que eu faço. Quem mais poderia vê-lo vomitar e ainda querer estar ao seu lado? Você até espreme espinhas quando eu estou por perto.
Isso é um simbolo de intimidade, de lealdade, de companheirismo. Você me deixou, esta manhã,passou um tempo olhando nos meus olhos, e não disse uma palavra. Seus olhos... eles me disseram tudo o que eu precisava ouvir.
Você sente o mesmo, eu sei disso. Você me ama o jeito que eu te amo. Seus olhos não mentem. Somos almas gêmeas, em essência, somos gêmeos, merecedores de uma vida feliz juntos. Hoje é a noite que eu venho para te libertar, para nos libertar. Eu esperei por muito tempo. Hoje à noite, enquanto você dorme, eu vou deslizar de dentro do espelho e trazê-lo de volta comigo, para sempre...

Via: Creepypasta Dark


Minha Irmã Pegava Tudo

Minha lembrança mais antiga é de Christina sentada em cima do meu peito, puxando meu cabelo e gritando "me dá!".

Eu chorava e segurava minha boneca com força. Falei: "Você vai quebrar a Priscilla!"

Christina pegou minhas orelhas e puxou com tanta força até que ouvisse barulhos estridentes dentro da minha cabeça. Afrouxei a mão do vestido de bolinhas da boneca. Christina a puxou e correu do quarto dando risadinhas. "Ela é minha agora. Minha, e você nunca mais vai vê-la."

Corri até mamãe. "Christina roubou a Priscilla", falei.

"Calma, querida, ninguém gosta de uma dedo-duro. Vocês devem compartilhar seus brinquedos."

"Mas Christina rouba todos meus brinquedos!"

"Ah, não seja tão dramática. Pronto, vá se limpar e ficar pronta para o almoço."

"Pega tudo! Eu odeio ela."

Mamãe me pegou pelos ombros. "Nunca mais fale assim da sua irmã, entendeu? Isso é uma coisa horrível de se dizer. Ela te ama."

No almoço mamãe me fez pedir desculpas pelo o que eu tinha dito. Christina sorriu ironicamente do outro lado da mesa. Acho que foi nesse momento que ela percebeu que sempre iria se safar.

Encontrei Priscilla enterrada no roseiral uma semana depois. Seu cabelo tinha sido cortado e seus membros de plástico queimados até ficarem encolhidos e negros. Enterrei meu rosto no seu vestido sujo e chorei. Desculpa, Priscilla, desculpa por não ter segurado mais forte. Quando me voltei para casa, Christina estava sorrindo da janela de seu quarto.
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Christina roubou outras coisas enquanto crescíamos. Ela descobria onde eu escondia meus brinquedos e os quebrava enquanto estava com seus amigos. Pegava minhas roupas preferidas e dizia a mamãe que eram dela. Uma vez convidei uma amiga para dormir em nossa casa e Christina ficou a olhando-a noite toda. No outro dia na escola, ela encurralou a menina e disse que ela poderia sentar na mesa da "galera legal" se parasse de falar comigo.

E sempre carregava aquele sorriso, aquele sorriso iluminado. O tempo todo todos diziam o quão linda ela era, mas isso só porque não estavam olhando perto o suficiente. Se eles conseguissem ver o que eu via... Se eu conseguisse mostrar para eles, uma vez só...

Quando tinha dezesseis anos, me apaixonei. O nome dele era Derek, e sentava do meu lado na aula de biologia. Era alto, lindo de doer e tinha um ótimo senso de humor. Ficava muito intimidada para falar com ele no começo, mas havia uma bondade em seus olhos que fazia você se sentir totalmente a vontade para conversar. Ninguém me fazia rir como ele fazia, e eu ia embora da aula todos os dias me sentindo iluminada.

Um dia depois da aula, parei do lado do armário dele. Perguntei sobre o dever de casa, mas não ouvi sua resposta. Queria perguntar sobre o baile de inverno. Meu coração estava disparado e mal conseguia respirar. Ele era tão magnífico e eu tão entediante, mas sabia que poderia o fazer feliz se tivesse a chance. Ele fez uma piada sobre o professor de biologia e apertou meu cotovelo ao mesmo tempo. Abri minha boca para falar do baile mas vi Christina vindo em nossa direção no fim do corredor.

Dei tchau rapidamente e sai de perto dele. Orei para que ela não tivesse visto. Olhei para cima quando passamos uma pela outra. Tentei esconder, mas sabia que tinha visto o medo em meus olhos. Sabia por causa daquele sorriso.

No dia seguinte lá estava ela no armário dele, dando risadinhas, enrolado o cabelo e tocando no braço dele. Algumas noites depois ouvi os passos dela e de outra pessoa subindo as escadas cautelosamente. Mamãe estava ferrada no sono, mas o quarto de Christina era do lado do meu, eu ouvia tudo. Noite após noite sempre os mesmos passos na escada e depois os sons abafados que vinham do quarto dela que eu tentava não ouvir.

Em uma noite dessas, esperei Derek no pé da escada. Levou um susto quando me viu de pé no escuro, mas falei para não ter medo. Desamarrei meu roupão e deixei cair no chão. Falei que também poderia fazê-lo feliz. Dei um passo em sua direção e toquei sua nuca com minha mão tremendo. Ele inclinou a cabeça pra trás e gentilmente empurrou meu ombro pra longe dele.
Enquanto ia embora, olhou para mim com pena e disse "Não se preocupe, não vou contar pra ela".
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Quando mamãe morreu, deixou a casa para Christina. Todo mundo dizia que fazia sentindo, já que agora ela e Derek estavam casados. Eu não precisava aquela casa grande, não é mesmo? Não, disseram, era melhor se eu encontrasse uma casinha pequena e confortável só para mim.

Só para mim.

Christina postava fotos na internet. Centenas de fotos. Eu as via tarde da noite e me imaginava no lugar dela, imaginava que era eu a moça sorridente no nosso velho jardim, que eu estava dirigindo o novo carro de luxo, que eu estava de férias na Europa, que eu estava beijando Derek na testa toda manhã.

Todo mundo ficou animado quando anunciaram que estavam esperando um bebê. A barriga dela crescia a cada foto que postada; fotos do berço e dela fazendo yoga pré-natal. Ela absorvia os comentários e a atenção que recebia, falava o quão grata estava, o quão "abençoada" ela era.

No chá de bebê eu fiquei sentada em um canto enquanto todas as amigas delas conversavam e riam. Ela dava aquele sorriso para todas, mas quando olhava para mim eu podia ver a verdade.

"Maravilhoso, né?" uma amiga dela falou pra mim. "Essa casa, essa vida, aquele maravilhoso marido que é médico. Nossa, tudo sempre acontece super fácil pra ela, não é? Deve ser inspirador ter uma irmã como ela".

"Inspirador. Sim, muito inspirador. Com licença". Saí da festa e dirigi até o centro da cidade. Fiquei sentada dentro do carro na garagem, apertando o volante com tanta força, que meus dedos ficaram brancos e dormentes. Quando a noite caiu, sai do carro e vaguei pelas ruas até um barzinho que conhecia. Copo após copo, até que não sentisse mais nada. Um garoto sujo, com uma barriga de cerveja e uma camiseta de futebol esbarrou em mim. Ele cheirava a cigarros e pipoca velha. Terminei minha bebida. Ele serviria.

Fiquei olhando para o teto até que ele acabasse. Ele gozou dentro de mim. "Não se preocupe, querido, eu tomo anticoncepcional", menti. Ele pegou meu número, mas sabia que nunca me ligaria. Não importava. Algumas semanas depois fui ao médico para confirmar o que já sabia de coração. Logo, não seria mais sozinha. Logo, teria algo que Christina não poderia tirar de mim.

Naquela noite sonhei com uma menininha com olhos azuis usando um vestido de bolinhas. "Priscilla", sussurrei quando acordei. "Seu nome vai ser Priscilla".
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Christina não teria chance dessa vez. Eu carregaria minha criança e a teria em segredo. Depois, usaria todas minhas economias para me mudar para o outro lado do país. Não temos mais parentes, Priscilla, eu falaria. Você não tem tios nem tias, mas tudo bem porque te amarei ainda mais para compensar isso.

Sonhei com ela de novo. Ela olhava para mim com aqueles lindos olhos azuis cheios de inocência. Eu a segurava, fazia cócegas e beijava-a. Ela ria e gargalhava, e meu coração estava tão cheio de amor que poderia explodir. O amor que tinha por aquela criança já era enorme. Mas quando olhei para frente, senti uma pontada de medo no meu estômago. Christina estava olhando para ela. Sorrindo.

Acordei tremendo. "Por favor, não", sussurrei no escuro. "Por favor, fique longe do meu bebê".

Toda noite o mesmo sonho. Toda noite Christina estava mais perto. Eu dormia cada vez menos até que meu cérebro era um emaranhado de carne inútil. Eu mal conseguia controlar meus dedos para digitar no trabalho. Em uma manhã meu chefe me chamou em seu escritório para pedir que eu tirasse uma licença de afastamento do trabalho. Eu implorei para que me deixasse ficar, falei que precisava do dinheiro, prometi não cometer mais erros. Mas ele só me olhou com pena. O mesmo olhar que Derek tinha me dado, o mesmo olhar que o médico e as amigas de Christina tinham me dado.

Voltei para casa em câmera lenta. Continue respirando, falei para mim mesma, você vai dar um jeito. Você tem que dar um jeito, por ela. Sentei no sofá, tremendo e sentindo um peso no meu peito que parecia estar descendo para minha barriga. Só precisava descansar um pouco. Descansar meus pensamentos. Fechei meus olhos.

Eu segurava Priscilla, mas seus olhos não eram mais brilhantes e brincalhões. Estavam cheios de medo, e a pele dela estava muito pálida. Christina estava sobre nós. Ela sorria, fileiras de dentes afiados que brilhavam na escuridão. Ela se esticou, pegou o braço de Priscilla e puxou. Eu gritei e a segurei firme. "Por favor, nos deixe em paz!". Christina sentou no meu peito, e senti o peso de seu corpo ossudo em minhas entranhas. O rosto de Priscilla se contorcia em agonia. "Para, para, você está a machucando!", chorei. Christina fez mais pressão em cima de mim, e senti uma dor aguda dentro de mim. O corpo de Priscilla estava torcido, seus membros virados como plástico derretido, sua pele caindo revelando um vermelho intenso. Com um puxão final ela tirou-a de mim.

Acordei gritando. O quarto estava escuro e silencioso. Suor empapava minhas roupas, e minha respiração estava rápida e baixa. Esfreguei meus olhos. Se acalme. Foi só um sonho, viu? Você está toda nervosa por nada. Está tudo bem. Está tudo--

Espera.

Algo. Algo estava errado. Coloquei a mão entre minhas pernas e senti algo gosmento em meus dedos. Puxei minha saia para cima. Com a luz da lua consegui ver um pequeno circulo preto. Uma pequena poça escura molhando o colchão. E no meio da poça--

Todo meu corpo ficou frio e vazio. De repente tudo estava pequeno e distante. Eu podia ver algo, mas era como se eu não estive olhando diretamente. Era como se fosse uma foto desfocada vista de longe. Eu ouvia sinos em meus ouvidos, um choramingar melódico e distorcido vindo de dentro do meu crânio. Depois de um tempo percebi que era meu celular tocando. Olhei para ele, sem conseguir identificar o que estava escrito na tela. Peguei e atendi.

"...Alô?"

"Ai meu deus, mana, eu estou tão empolgada que preciso te contar. Você sabe que eu e Derek estávamos indo e voltando na decisão de saber ou não o sexo do bebê? Bem decidimos que não aguentávamos mais o suspense, e hoje durante um ultrassom o médico nos contou. E adivinha? Vamos ter uma menina!"

"Uma menina."

" Sim, não é empolgante? Quer dizer, eu já estava com a certeza que era uma menina, mas agora que temos plena certeza podemos decidir o nome. Pensei um monte, e Derek não gostou muito mas estou pensando em chamá-la de Priscilla. Sabe, o nome da boneca que nós costumávamos brincar quando éramos pequenas? Lembra?"

"Priscilla. Você vai dar o nome de Priscilla."

"Não é um nome bonito? Acho perfeito. Derek vai ter que esperar para dar o nome para o próximo. Mas eu estava tão ansiosa que queria dividir isso com você primeiro. E também queria dizer que te amo, mana. Queria que você soubesse disso. E que sinto muito. Sei que não fui muito boa pra você enquanto estávamos crescendo, e que quando penso nisso me sinto muito culpada. Eu nunca fui a irmã mais velha que você precisava, mas quero mudar isso. Você é uma ótima pessoa, e quero que você faça parte da vida da minha filha, Nossa, olha pra mim chorando feito uma bobona, malditos hormônios. Desculpa por falar tudo isso pelo telefone. É tão maravilhoso, não é? A vida é maravilhosa.

"A vida é maravilhosa."

"Sim, é mesmo. Bem, olha só, Derek está trabalhando hoje a noite no hospital e eu vou conseguir dormir sem o maldito ronco dele. Nos falamos, querida. Te amo."

Olhei para o celular na minha mão. Fiquei olhando por horas. Ela tinha pego tudo de mim. Eu a odiava. Mas não, como você pode odiar sua irmã, como se atreve, ela te ama, você não ouviu? Como você pode dizer coisas terríveis assim de alguém que te ama, nunca diga que a odeia, que a odeia, odeia.

Ódio.

Dirigi pela cidade vendo a luz da lua entre as folhas das árvores. Eu não conseguia ler nenhuma placa, mas sabia como chegar em casa. Casa, nossa casa, minha casa. Eu estava vagamente ciente de outro casso buzinando e me xingando. Belo carro, carro caro, como o de minha irmã.

Andei até a calçada, a velha casa escura e alta. Peguei uma pá que estava perto das roseiras. Você a enterrou nas roseiras, não é? Você enterrou ela nas roseiras da primeira vez que a tirou de mim. Sim, me lembro. Me lembro de tudo.

Subi as escadas, passo a passo, devagar e silenciosa assim como você, Christina. Aprendi tanto de ti. Cheguei ao topo da escada e abri a ultima porta do corredor. Olhe para você. Dormindo em paz. Nenhum ronco para te manter acordada, não hoje. Peguei algumas roupas velhas e amarrei na batente da cama. Gentilmente, vagarosamente, amarrei seus pulsos também. Ela gemeu e olhou na escuridão.

"Quem é? Derek?"

"Olá, Christina".

Seus olhos abriram rapidamente. "Que? Porque você--" Ela tentou soltar as mãos mas elas estavam bem apertadas.

"Relaxa, querida. Eu fiquei tão emocionada com sua ligação hoje a noite que resolvi vir te falar uma coisa."

"O que está acontecendo? Porque estou amarrada?"

"Uma coisa muito importante. Queria dizer que você não devia se sentir culpada pelo jeito que você era quando mais nova. Você era perfeita. Vejo isso agora. Te odiei por tanto tempo, mas agora percebo que você era a irmã mais velha que eu precisava ter."

"Que merda é essa? Me desamarre, sua psicopata. Tá me ouvindo? Agora."

"Agora eu sei o por que de você pegar as coisas de mim. Era para me deixar mais forte. Você tirava de mim de novo e de novo, para que eu ficasse melhor em me agarrar nelas. Entendo agora. Você fez porque me amava". Levantei a pá de jardim

Christina olhou. Seus olhos estavam enormes e brancos na escuridão do quarto. "O que... O que você está fazendo?"

”Finalmente, entendo. Você estava sempre me testando, me treinando, me fazendo ser melhor. E hoje a noite foi o teste final. Hoje a noite posso mostrar o quão forte eu me tornei."

Ela tremeu em baixo de mim "Não sei o que está acontecendo, mas por favor, abaixa essa coisa, ok? Põem isso pra lá, me desamarre e vamos conversar".

Sentei em cima de seu quadril, olhando o rosto pálido sob a luz da lua. Meus dedos apertaram o cabo da pá. "Me ouça bem atentamente, Christina. Toda a minha vida você me tirou coisas. Meu amor. Minha casa. Meu bebê. Você tirou tudo de mim".

Encostei a pá na barriga de grávida dela "Mas dessa vez eu que vou tirar de você".

Pressionei a pá dentro dela e cavei um pedaço de carne para fora de seu abdômen. Ela gemia e se debatia, me amaldiçoado desesperadamente, enquanto eu tirava camada após camada de carne em pedaços molhados. Cavei e arranhei até meus braços ficarem fracos e queimando, seus gritos como pregos enferrujados martelando em meus ouvidos. Finalmente cheguei a placenta brilhante e rasguei um buraco no meio. Rasguei o pacote com meus dedos e cheguei a sentir a vida se contorcendo lá dentro. Christina gemeu como uma sirene quando puxei o bebê fora dela.

Segurei com minhas mãos tremulas a minha menina, meu tesouro, meu anjinho, e a olhei. Ela cintilava em roxo e azul, se contorcendo e remexendo enquanto respirava o ar de uma nova vida. Coloquei meu rosto junto do dela e chorei. Era muito mais linda do que eu poderia ter imaginado. "Olá, Priscilla" eu disse, beijando sua testa escorregadia.

Me levantei e olhei para Christina. Ela estava se afogando em seu próprio liquido negro, seu interior espalhado pela cama. Eu sorri para ela, um sorriso maldoso, o sorriso dela, um sorriso que finalmente entendi depois de tantos anos. Sim, obrigada irmã. Agora consigo ver o que você viu desde sempre. A vida é maravilhosa.

Carreguei Priscilla pelo corredor até meu antigo quarto, cantarolando uma canção de ninar. Ela estava perfeitamente quietinha e parada, já se comportava tão bem. Uma serenidade tomou conta de mim, e me aconcheguei no chão junto com ela. Deitei ao seu lado no chão, fechei os olhos e finalmente dormi.


Via: Creepypasta Brazil

O Homem Sorridente

Há mais ou menos 5 anos atrás, eu morava no centro de uma grande cidade nos EUA. Sempre fui uma pessoa de hábitos noturnos, por isso, geralmente eu ficava entediada depois que meu companheiro de quarto (que decididamente não era uma pessoa da noite) ia dormir. Pra passar o tempo, eu costumava dar longas caminhadas e passar o tempo pensando.

Eu passei quatro anos assim, andando sozinha a noite e nunca tive motivos pra ficar com medo. Eu sempre zoava com meu companheiro de quarto, que até mesmo os traficantes da cidade eram educados. Mas tudo isso mudou em apenas alguns minutos de uma noite.

Era uma quarta-feira, alguma coisa entre 1 e 2h da manhã e eu estava andando perto de um parque patrulhado pela polícia perto do meu apartamento. Foi uma noite tranquila até mesmo pra uma noite no meio da semana, com muito pouco tráfego e quase ninguém a pé. O parque, como era na maioria das noites, estava completamente vazio. Eu virei em uma pequena rua a fim de voltar ao meu apartamento, quando o notei pela primeira vez. No final da rua, do meu lado, havia uma silhueta de um homem dançando. Era uma dança estranha, semelhante a uma valsa, mas ele terminava cada pedaço com um passo estranho. Eu acho que poderia dizer que ele "andava-dançando" em minha direção.

Pensando que ele provavelmente estaria bêbado, eu passei para o mais perto possível da rua pra deixar a maioria da calçada pra ele. Quanto mais perto ele ficava, mais eu percebia o quão gracioso ele andava. Ele era muito alto e magro, e vestia um terno velho. Ele dançava ainda mais perto até eu pudesse ver seu rosto. Seus olhos estavam bem abertos, a cabeça estava levemente inclinada para trás, olhando para o céu. Sua boca foi feita como um desenho doloroso e largo. Entre o sorriso e os olhos, resolvi atravessar a rua antes que ele dançasse mais perto.

Eu parei de olhar pra ele para atravessar a rua vazia. Quando cheguei do outro lado, olhei pra trás...e então parei de repente. Ele tinha parado de dançar e estava em pé, com um pé na rua, perfeitamente paralelo a mim. Ele estava me encarando mas ao mesmo tempo ainda olhava para o céu. O sorriso ainda era grande nos seus lábios. Eu estava completamente nervosa por isso. Eu voltei a andar, mas mantive meus olhos no homem. Ele não se moveu. Ficamos cerca de meio quarteirão de distancia, eu me virei para ver a calçada a minha frente. A rua e calçada a minha frente estavam totalmente vazias. Ainda nervosa, eu olhei para onde ele estava para ver se ele tinha ido embora. Por um breve momento eu me senti aliviado até que eu o notei. Ele havia atravessado a rua e agora estava agachado. Eu não poderia dizer com certeza, devido a distancia e a sombra, mas eu estava certa que ele estava me encarando. Eu havia tirado os olhos dele por não mais que 10 segundos, então estava claro que ele havia se movido bem rápido.

Eu estava tão chocada que eu fiquei ali por algum tempo, encarando ele. E então ele começou a se mover em minha direção de novo. Ele dava passos largos e exagerados, como se fosse um personagem de desenho animado aprontando com alguém. Só que ele estava se movendo muito, muito rápido.

Eu gostaria de dizer que nessa hora eu fugi ou retirei meu spray de pimenta ou meu celular ou qualquer coisa, mas não fiz. Eu apenas fiquei ali, completamente congelada enquanto o homem sorridente rastejava em minha direção.

E então ele parou de novo, mais ou menos um carro de distância. Ainda sorrindo, ainda olhando para o céu.

Quando finalmente minha voz voltou, eu soltei a primeira coisa que me veio em mente. O que eu queria perguntar era: "O que você quer?" em um tom bravo e imponente. O que saiu foi um gemido: "O queeeee...?"

Independente de humanos poderem ou não sentir o cheiro do medo, eles podem certamente ouvi-lo. Eu ouvi na minha própria voz e isso só me deixou com mais medo. Mas ele não reagiu a isso, de forma alguma. Ele só ficou ali em pé, sorrindo.

E então, depois do que pareceu uma eternidade, ele se virou, bem devagar, e começou a andar dançando pra longe. Apenas assim. Sem querer virar as costas para ele de novo, eu apenas olhei ele indo, até que estivesse longe o bastante pra ser quase fora de visão. E então eu percebi uma coisa. Ele não estava mais se afastando nem dançando. Eu olhei horrorizada como a forma dele, distante, crescia mais e mais. Ele estava voltando em minha direção. E dessa vez ele estava correndo.

Eu corri também.

Corri até que eu estivesse fora da calçada e voltei para uma rua mais iluminada com pouco tráfego. Olhando pra trás, ele estava longe pra ser visto. O restante do caminho para casa, eu fiquei olhando por cima do ombro, esperando ver seu sorriso estúpido, mas ele nunca aparecia.

Eu vivi por mais seis meses naquela cidade após aquela noite, e eu nunca mais sai pra caminhar a noite. Havia algo sobre aquele rosto que sempre me assombrava. Ele não parecia bêbado, ele não parecia drogado. Ele parecia completamente insano. E isso é uma coisa muito, muito assustadora de se ver.




Chapolin Colorado e O Inferno de Dante

Não é novidade que o polegar vermelho protagoniza episódios com fortes ligações literárias e históricas. Nesse episódio o argumento não é muito diferente, no entanto o clima macabro exacerbado, fugindo em muitos momentos do humor comum do programa, fez com que o episódio fosse categoricamente cancelado e engavetado sem nem mesmo passar da metade das gravações.
Dante [Carlos Villagran] está sentado em sua escrivaninha, escrevendo em um pedaço de papel. Ele parece muito aborrecido e faz caretas de quem está sem a mínima inspiração.
A música ao fundo - Playing with toys
De repente alguém bate na porta. Dante levanta calmamente e vai até a porta. É Florenço [Ramon Valdez]. Florenço cobra de Dante 50 moedas de ouro que havia lhe emprestado. Dante alega à Florenço que está trabalhando em um novo conto e que dentro de um mês terá o dinheiro necessário, mas não adianta. Florenço relembra que está esperando ser pago a mais de um ano e que também sabe que Dante não paga mais impostos. Florenço não aceita o acordo com Dante e diz que se não receber o dinheiro até o final do dia, voltará a casa de Dante com os guardas para tomar sua casa.
Os dois discutem e Florenço deixa a cena batendo a porta. Dante olha pra câmera e diz: "Ó, e agora, quem poderá me defender?"
Chapolin aparece por trás de um "sofá" - Eu!
Dante - O Chapolin colorado!
Chapolin - Não contavam com a minha - E derruba alguns vasos de barro no cenário com a marreta.
A cena corta para outra, com outra música de fundo [In a Hurry] e Chapolin finalmente pergunta à Dante o porque ele o chamou. Dante conta sobre Florenço à Chapolin, mas depois acrescenta:
- O pior de tudo, Chapolin, é que tenho certeza que estou prestes a terminar uma das minhas maiores obras.
Chapolin - E o que falta?
Dante - Começar. (piadas típicas do seriado).
Dante continua explicando, agora de maneira mais séria, que tem uma ótima ideia pra uma obra que poderia se tornar um clássico, no entanto não tem inspiração. Chapolin indaga-o sobre a ideia e Dante afirma de maneira convicta, que quer escrever uma obra descrevendo o inferno. Ele volta a insistir que no entanto não tem qualquer inspiração.
Chapolin, de uma maneira muito incomum, olha para câmera com um rosto sério em uma cena que leva 1 minuto inteiro de silêncio.
- Eu posso lhe ajudar. Mas é algo muito arriscado - diz o polegar depois do silêncio amedrontador.
- O que é Chapolin, me fala - Diz Dante ansioso e ao mesmo tempo ciente do olhar perdido de Chapolin.
- Se você quer escrever sobre o inferno, nada melhor que consultar ao Diabo - Diz Chapolin de maneira trêmula, mas convicta.
Dante solta uma gargalhada e diz a Chapolin que ele não acredita no diabo nem no inferno. Ele tira sarro do Chapolin por alguns instantes. De repente o polegar começa a tremer e tremer mais forte quando do nada ele para e se mantém paralisado como quem está com o efeito de sua corneta paralisadora.
Dante interrompe as risadas e começa a chamar pelo Chapolin. Ele começa a ficar preocupado e chama-o sem parar. De repente alguém bate na porta e quando ele abre... recebe a visita do próprio Diabo [Ruben Aguirre]
A cena corta novamente com outra música de fundo [Flying Fists]
Diabo - Você quer conhecer o inferno?
Dante - Não seja ridículo, homem. Do que você está falando? - Fala irritado.
De repente os dois somem deixando a cena completamente abandonada. A câmera anda para direita e encontra Chapolin ainda paralisado com o olhar no nada.
A cena se transfere para outro cenário, claramente, o inferno. Desse momento em diante não se ouve mais nenhuma música de fundo até o fim do episódio. Dante desce alguns degraus acompanhado pelo diabo se colocando no centro da imagem. Dante olha para tudo com um rosto que mostra vividamente a mistura de encanto, surpresa e medo. O cenário como de costume, era de baixíssimo orçamento. Composto por paredes rochosas e vermelhas, com alguns caldeirões desordenados borbulhando fogo. Basicamente o estereótipo bobo de inferno.
- Isso é o suficiente para lhe inspirar? - Disse o diabo sorrindo
- Eu não sei... - disse Dante com o olhar perdido, como se estivesse arrependido.
- Você se sente bem?
- Sim.
- Que pena. - Disse sorrindo. - Talvez isso faça-o sentir pior....
Um grito arrepiante rasga o áudio no mesmo momento em que um homem corcunda [nenhum ator do elenco comum] com uma aparência fantasmagórica aparece. Ele é focado pela câmera até chegar na frente de Dante, com uma varinha. Ele aponta a vara para as pernas de Dante e elas simplesmente desaparecem, com um efeito chroma key comum no seriado. O clima é que não é comum. As expressões de Dante e do Diabo, desde que entraram no cenário do inferno, fugiram completamente no humor da serie. O limite do bizarro fora ultrapassado, diferenciando-se de qualquer coisa já vista em Chapolin antes.
Dante, agora sem as pernas, é meticulosamente pendurado, por dois homem encapuzados, em uma espécie de balanço em cima de um dos caldeirões. O áudio simplesmente some por alguns segundos, impossibilitando ouvir o que Dante grita. O audio volta e todos na cena somem exceto Dante.
Dante - Ó, e agora, quem poderá me defender?
Um cão entra no lugar como se estivesse farejando o chão até que chega em Dante. O cão dirige o olhar à ele, como que por acaso, e diz com uma voz de mulher [Maria Antonieta] - Ninguém. Você está no inferno, besta.
[ As risadas da "platéia" de uso comum em sitcoms, não são as risadas usadas nos demais episódios, mas sim risadas frenéticas, como se houvessem pessoas assistindo a desgraça de Dante dentro do próprio inferno ].
No mesmo instante um chromakey passa por todo o cenário deixando apenas a cabeça de dante em cena, em zoom, como se sua cabeça ocupasse quase toda a tela. Nas imagens passando ao fundo, mostram outros episódios de Chapolin, aleatoriamente. Algumas imagens do Diabo rindo. Algumas imagens do próprio seriado CHAVES são introduzidas muito subliminarmente.
Nesse momento Dante acorda em uma cama, em um ambiente parecido com um hospital (moderno). Um médico [Ruben Aguirre], que está ao seu lado, lhe pergunta
- Sr. Alighieri... Estás bem?
Dante - Nossa. Sim. Quer dizer que foi tudo um sonho?
Médico - Não. De maneira alguma. Eu sou o diabo.
Dante começa a chorar - Por favor, me tire daqui. Se eu soubesse nunca teria aceitado isso.
Nesse momento a voz do diabo fala enquanto a imagem volta a mostrar o Chapolin, na casa de Dante, ainda paralisado. - O Chapolin Colorado lhe deu essa passagem para o inferno. Isso lhe custou seus movimentos. Bem, pelo menos enquanto você está no inferno. Esse foi o preço que o Chapolin pagou para que você pudesse vir. Agora... Embora o polegar retome seus movimentos quando você voltar, isso lhe custará os seus movimentos físicos.
Os homens de Florenço entram na casa de Dante e Florenço diz - Entrem, peguem o que lhe interessa e destruam o resto, a casa é de vocês.
Ele se depara com o corpo de Chapolin e diz animado - Chapolin! Chapolin colorado! O que está fazendo aqui? - diz muito alegre e risonho. - Chapolin? - Insiste - Chapoliiiin? - Começando a ficar brabo.
Florenço [Don Ramon] olha para câmera e diz
- Bom... - conformado. Em seguida ele dirige a palavra aos encarregados - Podem levar esse aqui também.
E então, o episódio acaba.
Um funcionário anônimo da televisa, que se tornou amigo de Roberto Bolaños pouco depois do seriado sair do ar em 1979, foi o responsável pelo vazamento do suposto roteiro do episódio. Mesmo não existindo nenhuma parte da gravação ou mesmo foto do episódio na internet, o boato que já circulava sobre esse e outros episódios, foram fomentados pelo vazamento do roteiro.
Esse mesmo funcionário acredita que o episódio não foi em frente pelas seguintes razões:
* Bolaños de preocupava muito ao usar clássicos como inspiração, e esse não se parecia em nada com a obra "A Divina Comédia" de Dante Aligieri.
* Bolaños desistiu até mesmo de finalizar as gravações pois sabia que a televisa não aceitaria exibir, por razões óbvias: O episódio destoava fortemente do resto da série.
Em 2008, no Peru, Ruben Aguirre (Professor Girafáles) disse, em uma entrevista, que Bolaños não se sentia comprometido com o humor. Gostava de fazer rir, mas também gostava de fazer chorar, de causar medo, de causar comoção. Por causa disso ele teria brigado seguidamente com a televisa, e que muitos outros episódios foram cancelados, não-gravados, engavetados e etc.

Enviado por: Cassio Pfütz


Encontre Seus Antepassados

O Fórum:

The Ancestral Reunion foi um fórum que surgiu misteriosamente no site de hospedagem de fóruns ProPhpBB, e permaneceu listado nos Tops por um curto tempo antes de ser retirado pelos administradores do site devido a estranhas atividades ocorrendo dentro do fórum...

As pessoas que se registravam no fórum encontravam apenas um tópico que simplesmente dizia, “Encontre os seus antepassados” e aqueles que clicavam eram direcionados para um tópico com o nome real do usuário e um outro usuário que explicaria que era seu antepassado. Logo quando foi descoberto, toneladas de usuários correram para o fórum, e o fórum ficou sobrecarregado com centenas de pessoas conversando com seus antepassados.

O Problema:

Logo após a explosão de popularidade do fórum, relatos de depressão em alguns usuários surgiram, e logo depois os casos de suicídios, mas como a mídia não sabia da existência do fórum, esses suicídios foram categorizados como mistérios inexplicáveis... Mas a história real é que se mataram para ficar com os seus parentes mortos.

O trecho de uma conversa:

“Vovó? É você?”

“Oi querida! :)”

“vovó… lembra do meu nome…”

“Claro que lembro, eu te amo!”

“como está falando comigo?”

“Eles tem internet aqui no paraíso, é um lugar incrível!”

“estou tão feliz por estar falando com você outra vez... estou literalmente chorando.”

“Tudo bem linda, Estou sempre observando você, desejando que dê o seu melhor na vida. :)”

“obrigada vovó… te amo tanto…”

“Então, como você está hoje em dia?”

“eu fico mais na internet agora, ainda não tenho um emprego”

“O que tem de errado? Está com medo?

“não, ninguém quer me contratar :(“

“Aw… tudo bem, eu sei que você vai conseguir!”

“obrigada vó… ainda estou chorando, é tão bom poder conversar com você... desde o seu funeral, sinto sua falta...”

“Aquele caixão foi mesmo barato, seu pai sempre foi muito economista.”

“lol, ele ainda é uma boa pessoa”

“Como?”

“ele sempre deixa a minha mãe feliz, toda noite trás um presente para ela, enquanto ela prepara o jantar, é uma vida simples...”

“Certo… acho que já falei demais, querida. Tenho que ir! :)”

“espera, vovó… pode me mandar uma foto?”

“Claro!”

O post seguinte mostrava uma imagem de uma senhora, com um fundo enevoado, a coisa estranha é que ela parecia murcha, e seu sorriso parecia... forçado.

“vó… você parece muito cansada… você está bem?”

“Estou bem! acho Sempre tão bOm COnveRsaR com vOcê!”

“vovó?”

“tenho que ir, tchau!”


Paradoxo Temporal

Uma menina foi misteriosamente deixada em um orfanato de Cleveland, em 1945. "Jane" cresceu solitária e deprimida, sem saber quem são seus pais, até que um dia, em 1963, ela é estranhamente atraída por um andarilho. Ela se apaixonou por ele, mas quando as coisas estavam melhorando para Jane, uma série de problemas aconteceu. Primeiro, ela ficou grávida desse homem, que depois desapareceu ao descobrir da gravidez. Em segundo lugar, os médicos descobriram que Jane tinha dois conjuntos de órgãos sexuais e, para salvar sua vida, eles deveriam converter cirurgicamente "ela" para "ele". E finalmente, um estranho misterioso sequestra o bebê da sala de parto.

Sofrendo com esses desastres, rejeitado pela sociedade, desprezados pelo destino "ele" se torna um bêbado e um vagabundo. Jane não só perdeu seus pais e seu amante, mas perdeu seu único filho. Anos mais tarde, em 1970, ele tropeça em um bar solitário, chamado de Pop Place, e conta sua patética história para um dos barmans. O barman simpático oferece ao andarilho a chance de vingar o estranho que a deixou grávida e abandonada, com a condição de que ele se juntar a sua experiência de viagens no tempo. Ambos entram numa máquina do tempo e Jane acaba indo para 1963. O andarilho é estranhamente atraído por uma jovem órfã, que fica grávida.

O barman avança nove meses, sequestra a menina do hospital, e deixa o bebê em um orfanato de volta em 1945. Em seguida, a bartender encontra o andarilho novamente em 1985, para se alistar no seu experimento de viagens no tempo. O andarilho aceita e se torna um importante membro da sociedade, e, em seguida, se disfarça de garçom e tem de enfrentar sua missão mais difícil: encontrar um certo andarilho no bar Pop Place em 1970.

Fonte: Lua Pálida

Números Impares

Eu tenho transtorno obsessivo-compulsivo. Eu não sou um germefóbico ou um daqueles caras que fica verificando várias e várias vezes se uma porta está trancada ou não; é que eu realmente odeio números ímpares. É difícil de explicar - eu só não me sinto bem, como se algo me dissesse que devo corrigir isso. Se vejo um sapato no chão, tenho que encontrar o outro antes que a ansiedade se torne insuportável. Eu sempre compro alimentos em pares. Eu tenho dois carros, mesmo que só use um.

Fiquei tão feliz quando minhas filhas nasceram e eu descobri que eram gêmeas idênticas. Elas foram como uma luz na minha vida, e por algum tempo consegui manter o meu TOC sob controle. É incrível como o amor pelas crianças que você criou pode mudar a sua maneira de pensar nas coisas. Que bobo eu era quando pensava que algo tão arbitrário quanto números ímpares poderiam me governar.

Graças a Deus pelo milagre da vida.

...

Quando a minha filha Sally adoeceu, abatida por uma pneumonia, entrei em profunda depressão. Eu aos poucos fui obrigado a assistir enquanto a minha doce filhinha perdia seu vigor e energia. Me sentei na cadeira ao lado de sua cama enquanto a enfermeira vinha e colocava um lençol sobre o seu rosto.

Olhando para o lençol deixado sobre o rosto de minha filha, minha perna começou a tremer.

Um suor frio começou a descer em minha testa.

Eu odeio números ímpares.

E agora, o que eu faço com a outra?


Via: Lua Pálida


 
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