Abandonado Pela Disney

Alguns de vocês já ouviram falar que a Disney é responsável por, pelo menos, uma cidade fantasma de verdade.
A Disney construiu o resort da Ilha do Tesouro nas Bahamas. Não começou como uma cidade fantasma! Os cruzeiros da Disney realmente paravam no resort e deixavam turistas lá pra que relaxassem em luxo.
Isso é FATO. Pode procurar.
A Disney gastou 30.000.000,000 de pratas com o lugar. Sim. Trinta milhões de dólares.
E aí deixaram pra lá.
Puseram a culpa nas águas rasas (rasas demais pros navios operarem com segurança) e até nos funcionários já que, como eram nativos de lá, eram preguiçosos demais pra trabalharem num horário decente.
É aí que os fatos acabam. Não foi por causa da areia, muito menos por que "estrangeiros são preguiçosos". Ambas foram desculpas convenientes. Não, sinceramente, não acredito que essas foram os verdadeiros motivos. Por que não caio na história oficial? Por causa do Palácio Mogli.


Sete Anos

Por sete atormentados anos tenho passado tido este pesadelo. Minha cabeça, atônita, permanece cercada por pensamentos indizíveis, vontades questionáveis, medos aterrorizantes. Sete anos e nada muda. Sete anos e eu, o que é ainda mais assustador, continuo com o mesmo sentimento daquele tempo.
Tudo começou numa tarde de abril. Não me recordo como aconteceu, mas sei que ela apareceu na minha vida. Sei que aqueles olhos penetraram nos meus, aquele sentimento aqueceu meu coração, mas não pude fazer nada. Chega a ser indescritível o modo como me senti, indefeso, envolto num sentimento diferente, pelo qual jamais havia passado. Talvez por causa disso ignorei a sensação de que isso poderia me fazer algum mal, pois poderia esquecê-la (quisera eu) na manhã seguinte. No entanto, ao chegar em casa naquela noite, tive a impressão de que havia sido seguido. Ao longo do caminho, ouvia passos, sentia a brisa tocar meu rosto e tinha a sensação de que alguém falava comigo, sussurrava em meus ouvidos. Não me lembro de ter sentido nada além de calafrios e um certo frio na espinha.
Em casa, ao preparar o jantar, ouvi um barulho na porta. Por não ter amigos, estranhei esse fato, mas fui até a porta a fim de ver quem era. Não tinha ninguém. Imaginei que fosse uma brincadeira dos meninos que viviam jogando bola em frente de casa, aqueles moleques travessos. Ignorei e voltei para a cozinha. Com o jantar já pronto, resolvi ligar a televisão para ver o noticiário. Não tinha muitas opções para diversão, não gostava de música, os livros eram minha melhor companhia. Mas, como se fosse um desejo do destino, resolvi ver o que estaria na programação naquela hora. Sentei-me em frente à televisão e assustei-me com o que vi. Enquanto as imagens mostravam dois carros incendiados, a repórter comentava sobre o acidente, que havia deixado dois mortos, um homem e uma mulher, poucas horas antes de eu chegar em casa. Como as imagens estavam sendo transmitidas ao vivo e o local do acidente não era tão distante de casa, peguei as chaves do carro e me dirigi ao local, envolto numa curiosidade interminável e inexplicável de ver aquilo de perto.



Alucinação Real

Acordei repentinamente sentindo um incômodo muito grande na cabeça. Uma dor estranha, como se alguém houvesse me batido enquanto eu dormia. Mas não sentia nenhuma protuberância na pele ou início de inchaço, nem sangue. Virei-me para o canto e fechei os olhos, tentando pegar no sono novamente. Mas foi em vão, a dor parecia aumentar. Sentei-me na cama e tentei recordar se eu havia batido a cabeça durante o dia. Mas não, era certeza que não. Se caso eu tivesse machucado, teria sentido antes, não aconteceria no meio do silêncio da madrugada. Nada explicava aquela dor.
Levantei lentamente e acendi a luz. Ainda com a visão um pouco embaçada, fui ao banheiro para me olhar no espelho. Encarei-me por alguns instantes, procurando qualquer sinal de pancada que justificasse aquela dor insuportável. Mas nada. Não havia nada. Abaixei a cabeça, abri a torneira e lavei meu rosto. Esperando que, dessa forma, essa dor, ao menos, diminuísse. Olhei-me novamente no espelho, desta vez mais atento ainda para o local que doía. E enquanto eu o fitava no espelho, vi uma pequena gota de sangue escorrer por minha testa. Abaixei a cabeça, lavei o rosto novamente e olhei outra vez para o espelho. Mais uma gota de sangue escorria. Peguei uma toalha de papel para limpar o sangue e a toquei lentamente no local da dor. Quando olhei para a toalha de papel, a vi limpa, molhada apenas pela água que ainda descia pelo meu rosto. Sem sangue. Fiquei pasmo e resolvi olhar-me no espelho mais uma vez. O sangramento já era abundante. Eu sentia o sangue molhar ainda mais meu rosto enquanto via essa mesma imagem no reflexo, mas, ao passar a mão no rosto, apenas água eu via. Gota alguma de sangue na mão ou na toalha.
Com o coração acelerado, saí do banheiro e fui em direção ao quarto de meu filho. Precisava que alguém me dissesse algo confortante para provar que eu não estava louco. Depois de acordá-lo, perguntei se ele notara algo de diferente em mim, no meu rosto, enfim, qualquer coisa que provasse que eu estava machucado. Ele sorriu e disse que não, que eu deveria estar enlouquecendo e deveria deixá-lo dormir porque ele havia brincado muito e estava exausto. Sorri também para ele e o deixei. Tive que fingir o sorriso, as coisas não estavam bem para mim. A dor aumentava. A dúvida também. Já não sabia o que fazer.
Fui à cozinha. Abri a geladeira, peguei gelo e coloquei onde doía. Momentaneamente a dor pareceu diminuir. Assim sendo, retornei ao banheiro esperando não ver nada de estranho em meu reflexo nessa vez. Com o gelo ainda na testa, olhei-me no espelho. Tudo normal. Respirei aliviado, olhando para o teto como se agradecesse a Deus. Mas minha surpresa foi ainda maior quando, ao tornar a olhar para o espelho, vi meu rosto todo ensanguentado, assim como minhas mãos e a bolsa de gelo que eu achava ter aliviado meu sofrimento. Joguei a bolsa na parede e, com raiva, bati com força minha cabeça no espelho várias vezes. Os cacos caíam ao meu redor, todos cheios de sangue, dessa vez, real.
Inevitavelmente também caí. Sobre a imensa quantidade de pedaços do espelho que eu quebrara, ainda tive tempo de passar a mão no rosto uma última vez e poder ver que eu realmente (e abundantemente) sangrava. E com o passar dos minutos, desmaiei. Após acordar, já numa cama de hospital, ouvia comentários sobre “o paciente suicida”. Eles achavam que eu tentava me matar. Mas não foi isso que mais me impressionou. O que eu mais estranhei foi quando me falaram que haviam me resgatado no banheiro de casa inconsciente e com ferimentos profundos na cabeça, mas que não fora, em parte alguma do banheiro, encontrada uma única mancha de sangue.

Enviado por: Edimar Silva

O Jogo do Diabo

Este é um conjunto de instruções pra você conversar com o Diabo.
Qualquer um com maturidade ou inteligência suficiente sabe que é uma proposição imbecil para se fazer e que terá resultados completamente desagradáveis. Honestamente, seria mais inteligente publicar o seu número de cartão de credito no Facebook ou tentar seguir uma carreira de domador de crocodilo.
Mesmo assim isso não vai impedi-lo né? Histórias como essa tem o objetivo de entreter, não de educa-lo, certo? Você só irar acreditar se estiver interessado em obter algo do Diabo. Tecnicamente, se você fizer tudo certo, há uma boa chance de você sair impune desse jogo.
Isso me leva a um ponto de esclarecimento que eu devo fazer. Este não é um manual para fazer qualquer tipo de barganha Faustina, sabe, aquele negócio de vender a alma. Se você fizer essa proposta durante a conversa, ele irá recusar. Sua alma não tem nada de especial, se você quer vender sua alma em troca de algo significa que você não é capaz de conseguir as coisas sozinhos, porque ele iria querer uma alma fracassada? Eu não vou soletrar o quão perigoso isso é, mas se você estiver disposto a assumir as consequências, você pode tentar. Mas certamente isso só irá impedir de vocês poderem conversarem.
Isto levanta uma questão importante de porquê exatamente você gostaria de falar com o Diabo? (Alguns de vocês queiram apenas realmente ter uma conversa com entidade ocultas extremamente perigosas, mas para o bem da raça humana, espero que a maioria de vocês não sejam tão estupido.) Mas a resposta é curta: Ele sabe das coisas. Coisas que alguns de vocês podem ter um profundo interesse em descobrir. Quero dizer, ele não é onisciente ou coisa do tipo, resumindo: Ele não é Deus. Mas ele definitivamente tem uma vantagem sobrenatural sobre o conhecimento que qualquer ser humano poderia obter. Por exemplo, ele provavelmente não seria capaz de saber quando acontecerá a próxima guerra Mundial, por que nenhum ser humano sabe. Mas ele poderia dizer quais serão os próximos números sorteados na loteria da Mega-Sena, ou dizer uma condição não diagnosticada que aflige algum ente querido.
Claro que ele não vai sair por ai dando os números vencedores da loteria pra quem pede. E não vai confiar a qualquer um uma informação de grande poder, lembre-se que ele é o pai das mentiras. No entanto se você estiver realmente determinado a encontrar algo e você já esgotou todas as outras opções, há uma maneira de tentar obter informações precisas desse cara. Você vê, com tantos vilões mais urbano na cultura popular, o Diabo tem uma propensão para jogos de azar. É claro que a razão pela qual ele gosta tanto deles é que quase sempre ele vence. A menos que aconteça como um violinista chamado Johnny ou um político inglês representado por Daniel Webster. Mas se você está determinado o suficiente para querer enfrentar os riscos e as infinitas probabilidades, há um certo jogo que vocês dois poderiam jogar para tentar ganhar a informação que você precisa.



Jill

A situação mais terrível que passei em minha vida, foi há 9 anos. Eu admito, era apenas um menino estúpido da 2ª série, não sabia quanto sofrimento e coisas terríveis existiam nesse mundo. Mas esta história não é sobre mim. É sobre uma menina que conheci em minha escola. Nós a chamávamos de “Jill”. Eu não a conhecia muito bem, era muito quieta – quase nunca falava em sala de aula, roía muito as unhas e sempre tinha cabelo cobrindo seu rosto. Ela parecia estar sempre enojada ou com uma expressão indiferente. Mas, talvez, o mais estranho dela eram seus olhos. Eram de um azul pálido e eram fundos, sempre tinham um olhar muito triste ou frio, como se ela estivesse sonâmbula ou como se tivesse acabado de chorar. As coisas começaram a ficar tenebrosas com a chegada de novembro. As férias estavam quase chegando, assim, a maioria dos estudantes (incluindo eu), estávamos contando os dias para sair. Eu estava na aula de história, lendo um capítulo lá de 1800, quando um ruído me distraiu. Parecia que alguém estava gemendo, mas era um som muito leve.
Olhei para trás da minha carteira e vi Jill, que estava dormindo. Seu nariz estava ressoando e parecia que ela apertava a boca com força. Tratei de ser uma boa pessoa e a sacudi de leve, para que acordasse antes que o professor a visse. Foi quando ela acordou de forma muito estranha, com os olhos se abrindo repentinamente e com uma respiração pesada. Perguntei se ela havia tido um pesadelo, e como resposta, ela apenas balançou a cabeça negativamente e voltou a ler o livro que estava lendo antes de cair no sono. Pensei que era algo esquisito, mas foi depois de algumas horas que as coisas ficaram esquisitas de verdade. Tive apenas poucas horas de aula com Jill, então não a vi até horas depois. Minha professora de ciências me enviou à secretaria para tirar cópias de uma folha de trabalho, pois tinha esquecido de tirar no dia anterior. Quando estava a caminho, tudo parecia fora de lugar. As pessoas que eu precisava encontrar não estavam e a enfermaria estava completamente fechada. A curiosidade me fez caminhar até a porta da enfermaria, e coloquei a orelha na porta. Isso foi o que pude escutar:
“Por que ninguém além de mim pode ouvi-los?”
“Escute, ninguém está lhe dizendo nada, você precisa dormir.”
“Não! Se eu fechar os olhos, eles vão me encontrar!”
“Por favor, pare de gritar, não faça escândalo.”
Essa curta conversa foi seguida por gritos e prantos. Tirei a orelha da porta e dei alguns passos para trás. A única coisa que pensei foi: “Que diabos está acontecendo ali?”. Logo depois, a maçaneta da porta começou a girar, como se estivesse fechada e alguém quisesse sair com desespero. Após alguns segundos, Jill saiu da sala. Seu rosto estava sombrio e seus olhos estavam vermelhos, como se estivesse chorando, que é o que provavelmente estava acontecendo. Correu em direção a mim, fazendo com que nos batêssemos e caíssemos no chão. “Me ajude...” ela disse. Parecia que ela queria gritar, mas sua voz era fraca. “Por favor me ajude... Você pode escutá-los?” me perguntou. Mas, por mais que eu quisesse responder, estava muito assustado. Seus olhos não pareciam tristes ou sonolentos, mas eu via neles o limite da loucura.
Eu não consegui dizer nada, então ela levantou e correu para longe da secretaria, em direção ao refeitório. A essa hora, estava vazio. Ela caiu de joelhos no chão segurando a cabeça e gritando... Apenas gritando. Me aproximei para tentar ajudar, mas num movimento rápido ela pegou uma caneta que eu levava na mão e a enterrou no próprio ouvido, e depois no outro. Ela começou a sangrar, e largou a caneta no chão. Ficou quieta por alguns minutos, apenas respirando. Então, virou a cabeça lentamente em minha direção, lançou um olhar de desespero para mim e sussurrou “Eu ainda os escuto...”
Depois desse dia, nunca mais vi a Jill. Boatos dizem que ela foi para um manicômio, que cometeu suicídio e coisas afins. Eu nunca saberei qual foi o destino que ela tomou, mas se há algo que jamais sairá da minha memória, são aqueles olhos azuis, pálidos e fundos, olhando para mim. Seus olhos estavam envoltos na loucura, e seus ouvidos, mesmo com os tímpanos rompidos, ainda podiam ouvir as vozes que a torturavam.


Via: MedoB


O Palhaço que Voltou dos Mortos

Era uma manha normal, eu estava com a minha irmã e com o meu vizinho brincando na rua, jogando bola quando passou um caminhão. Era um caminhão de circo e ao lado dele estava escrito "O Palhaço Tito Chegou" com uma letra horrenda cor de sangue mas para uma criança de 9 anos não tinha problema. E porque teria? Mas teve muitos problemas. Decidimos ir no circo as 6 da noite mas não avisamos nossos pais, apenas fomos.
Chegamos no circo, era uma lona toda velha e remendada pintada de vermelho, não tinha multidão e nem nada perto do circo. Entramos por debaixo da lona, estava tudo escuro, não havia platéia nem nada, comentamos uns com os outros que talvez o circo ainda tivesse fechado, mas fizemos a pior coisa, decidimos andar pelo circo mesmo assim. Chegamos no centro do circo e a dez passos a nossa frente acendeu uma luz com um palhaço alto com um macacão roxo com cabelos verdes e com um sorriso largo e o que mais me chamou a atenção foram seus olhos sem expressão e sem vida, ele estava com uma das mãos atrás das costas eu admito eu tive muito medo de olhar para ele. Quando começamos a recuar, ele falou "Thomas, venha até aqui". Como ele sabia o nome do meu vizinho? Ninguém havia falado nada! Mas mesmo assim Thomas foi em direção a ele. Quando Thomas chegou perto dele, ele tirou a mão de trás das costas e em suas mãos havia um machado. Thomas tentou correr  mas o Tito arrancou sua cabeça com apenas uma machadada. Vejo seu corpo cair jorrando sangue para todo lado, ao ver essa cena eu segurei na mão de Natali e sai correndo em direção a escuridão.
Corremos muito mas parecia que não saiamos do lugar. Senti um puxão no meu braço e escutei um grito de Natali. Continuei a puxar Natali para ela não ser pega pelo palhaço e ele continuava a puxar ela com força, ela começou a chorar e a gritar de dor com uns soluços altos, então o palhaço com o seu machado arrancou fora o braço da minha irmã, eu cai no chão e escutei Natali gritar de dor até o momento que ela se calou. Não a vi, mas tinha certeza de que ela estava morta. Me levantei e sai correndo, então tudo foi ficando mais escuro e mais silencioso. Parei e comecei a procurar o palhaço e escuto ela falar "Está se divertindo?". Corri em direção ao nada nessa escuridão, então escutei o palhaço falar de novo, só que dessa vez mais perto de mim. "Está se divertindo?" e cada vez ele falava isso mais perto de mim. "Está se divertindo? Está se divertindo?". Até que uma faca entrou em minha coxa, me fazendo chorar e gritar de dor. Senti a lamina gelada da faca dentro de mim, meu sangue escorria muito, cai no chão e as luzes se acenderam, na minha frente estava ele parado me olhando e rindo de uma forma bem assustadora. Ele deixou cair seu machado no chão, se agachou na minha frente, tirou lentamente a faca da minha coxa e veio subindo a faca pelo meu dorso rasgando minha blusa e fazendo um corte logo, mas não fundo, pelo meu peito.
Olhei para o lado para não ver o rosto cruel dele e vejo Natali com as tripas para fora e com seu pescoço degolado ainda vazando sangue, o palhaço com suas mão cheias de sangue ficou esfregando ela na minha cara, ele pôs a faca no meu pescoço e disse "Está se divertindo? Pois eu estou" quando ele começou a pressionar a faca em meu pescoço, um homem apareceu e o jogou no chão. Com sua faca, o homem o acertou várias vezes o rosto e peito do palhaço que não parava de rir, até o momento que o homem ficou todo ensanguentado. O palhaço morreu e vi que o homem que o matou era meu pai. Ele me pegou no colo e olhou o corpo da minha irmã morta. Meu pai tampou meu olho e me tirou daquela cena horrível. Em casa ligamos para a polícia, fizemos tudo o que poderíamos fazer, uns dias depois no enterro de minha irmã, senti algo estranho como se ele estivesse lá, mas eu não o achava.
Vinte anos se passaram e eu nunca me esqueci disso.Só venho a escrever essa história pois mesmo tendo feito anos e anos de terapia, não adiantou e eu estou ficando louco de novo, sinto que vou morrer em breve. Uma noite eu escutei alguém andando pela minha casa, me levantei da cama e fui verificar. Fui andando pela casa e cheguei na frente da escada, lá em baixo no pé da escada estava ele, parado com o seu machado em mãos. Ele me olhava de uma forma assustadora, mas ele estava diferente, com um do seus olhos com uma cicatriz em X e com a sua boca costurada em tom serio, seu macacão estava todo rasgado no local em que meu pai deu as facadas nele, e mesmo com a sua boca costurada eu escutei ele falar "Está se divertindo?". Ao escutar essa frase, corri para meu quarto e me tranquei lá. Sei que parece loucura, mesmo sabendo que ele estava morto, eu acredito que ele está vivo por ai. A noites não durmo, eu acho que estou ficando louco. Eu o vi ser morto, ele não podia estar ali de novo mas estava, eu o vi. E agora o que será de mim eu não sei, só sei que um dia ele me vai me pega e não será daqui a muito tempo.
Esse historia foi contada pelo meu amigo virtual que andava muito nervoso com algumas coisas, eu lhe perguntei o que estava acontecendo e ele me falou tudo isso. Transcrevi a história e quero mostrar ao mundo o que aconteceu com ele e porque ele sumiu, faz 3 meses que não converso com ele.

Enviado por: Carlos H. Fachinelli

Pecados, Demônios e Tentações em Chaves

Texto retirado de: Revista Bula

Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência. A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras. Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.


 
Copyright © The CreepyPasta Designed by DanielDesign