Episódios Perdidos

Eu não quero estourar a bolha de ninguém aqui... Por isso, se você acredita naquelas lendas de “Episódios Perdidos" assombrados e gosta de viver nesse “mundo”, talvez este post não seja para você . Não me interpretem mal - eu odeio quando as pessoas queixam-se da " falta de realismo " no mundo do entretenimento, e eu acho que todas as crianças precisam acreditar em Papai Noel e da Fada do Dente o máximo tempo quanto possível, mas... isto é diferente.

Nos anos 80 eu conheci esse cara, Sid, que costumava cortar fitas VHS antigas e tal. Era mais do que um hobby para ele - era praticamente toda a sua vida. Seus pais eram um pouco mais ricos do que eu tinha sido abençoado com, por isso quando éramos adolescentes e eu trabalhava escravizado em um " Skats " (sim, Skats ), um restaurante fast food, ele só andava pela casa, cortando fitas. Todos os dias. A noite toda.

Claro que, quando ficamos mais velhos, nosso passado fica um pouco mais claro, então acho que ele poderia ter tido um pouco de autismo... ou talvez ele fosse uma pessoa com hiperatividade ou com Asperger... Mas é claro que eu não sou nenhum expert e eu não estou dizendo que esse tenha sido o caso. É apenas a melhor e mais rápida maneira que eu posso pensar para explicar sua personalidade e esta obsessão com o corte de fitas, só cortando e cortando fitas.

Tudo começou quando ele viu “Meu Melhor Companheiro" quando criança. Por alguma razão, seus pais o deixaram assistir aquela merda. Se você não estiver familiarizado com ele, é o conto de um menino e seu cão. Espero não ter que dar o spoiler de um filme tão velho, mas no final o menino tem que atirar no seu próprio cachorro, que ficou raivoso. Sid não gostou disso. Seu pai fotografava e gravava casamentos, então ele mostrou a Sid como operar algumas das máquinas... E Sid cortou o final, substituindo-o por uma cena anterior, mais feliz como se Meu Melhor Companheiro de repente tivesse "ficado melhor".



Anotações de Erasmo

O que você está prestes a ler, são anotações de Erasmo Vieira, de 42 anos. Ele estava tendo sonhos muito estranhos e resolveu ir anotando para tentar entender o que estava acontecendo. Após a última anotação, ele teve sua sanidade completamente destruída. Atualmente encontra-se em uma clínica psiquiátrica no interior de São Paulo. Leia por seu próprio risco e responsabilidade.

19 de agosto de 2012 – A luz

Essa noite eu tive um sonho muito estranho, seria até compreensível, levando em conta que pesadelos são assim mesmo. Mas ele teve um reflexo na realidade que eu não pude encontrar uma explicação lógica.
Sonhei que estava deitado em minha cama. Eu parecia estar realmente acordado, podia observar com detalhes todos os objetos e móveis em meu quarto, do jeito como realmente estavam antes de eu ir dormir, até mesmo a minha esposa dormindo ao meu lado. Até que, de repente, um ruído agudo e metálico começou a me incomodar, e eu não conseguia localizar sua origem. Uma luz muito forte começou a entrar pela janela, a partir daí fiquei cego e comecei a sentir muito sono. Senti algo cortando meu braço, mas eu estava tão perto da inconsciência que não senti dor alguma.
O estranho, é que eu acordei e havia uma cicatriz bem pequena no meu braço. Cicatriz essa que eu não tinha. Ou não lembrava que tinha.

23 de outubro de 2012 – Os olhos

Depois de mais de dois meses sem conseguir tirar aquele sonho esquisito da minha cabeça, eis que tive outro. Mas antes, preciso escrever algumas coisas antes do ocorrido. Eu havia brigado com a minha esposa e fui dormir na sala. Estava muito calor, então a janela estava totalmente aberta. Estava assistindo a um filme e adormeci com a televisão ligada.
Em meu sonho, eu abria os olhos durante a madrugada, e haviam dois olhos negros bem próximos de mim, me observando. Eram grandes demais para serem olhos humanos. Quis levantar e me afastar daquilo, mas eu não conseguia me mover, e nem falar. A mesma luz do sonho anterior voltou, me cegando aos poucos, enquanto uma voz bem próxima de mim sussurrava algumas palavras que eu não entendia. Não parecia nenhuma língua conhecida. Logo, fiquei completamente inconsciente. Quando acordei, a janela da sala estava fechada, e a televisão estava queimada. Uma nova cicatriz apareceu, mas dessa vez no outro braço.

20 de dezembro de 2012 - ...

Eu já estou ficando neurótico com esses sonhos. Essas cicatrizes esquisitas...Eu não faço a menor ideia de como elas vieram parar aqui. Fui a um médico e as mostrei a ele, a única coisa que ele me disse é que não eram nada demais, que eu deveria voltar pra casa. Pois bem, eu tive outro sonho. E esse foi bem esclarecedor. Todos vão achar que sou louco, mas não sou.
Eu deitei em minha cama, já estava esperando há muito tempo que os sonhos voltassem. Eles chegaram, entraram em meu quarto e ficaram me observando. Falaram algumas palavras e vieram em minha direção. Eles me levaram à força. Tentei gritar, mas era inútil. A luz veio, e nós subimos. Dessa vez eu vi tudo, eu vi tudo! Eu sei quem eles são, e acredite, eles são piores do que qualquer coisa que se possa imaginar. Eu contaria o sonho, mas eles estão aqui. Eles voltaram, querem me levar novamente! Diga a minha família que os amo, e que se eu não voltar (nesse momento as letras ficam ilegíveis)

Erasmo ficou completamente louco. Todas as anotações foram encontradas na manhã seguinte de seu surto. A família decidiu interná-lo, pois seu comportamento era muito alterado e às vezes, agressivo. E você, o que acha? Erasmo está louco mesmo, ou havia algo muito assustador entrando na vida dele?

Escrito por: Thomaz Fontoura


[OFF] Autorais

Olá, creepyfans. A partir de hoje estamos aceitando creepypastas fan made e contos de terror autorais, mande o seu pelo formulário de contato. Postaremos o conto com seus dados e, caso tenha um blog, site ou rede social onde divulga esses contos, iremos linka-lo ao post também. 

Atenciosamente: Equipe TCP.

A namorada dele morreu no dia 7 de Agosto de 2012

Eu acabei de receber outra mensagem, e é pior do que qualquer uma das outras. Ela estava no meio de uma colisão de três carros, dirigindo para casa do trabalho, quando alguém atravessou o sinal vermelho. Ela morreu em questão de minutos.

Estávamos namorando há cinco anos, na época. Ela não era muito fã da ideia de casamento (ela dizia que parecia arcaico, que passava uma sensação estranha), mas se ela fosse à favor, eu teria casado com ela já nos três meses de namoro. Ela era vibrante, o tipo de pessoa que escolheria Desafio toda vez. Ela era a mais animada nos acampamento, mas também era viciada em tecnologia. Ela sempre tinha cheiro de canela.

Dito isso, ela não era perfeita. Ela sempre falava, quando acontecia algo mórbido que “se eu empacotar antes, não diga apenas coisas boas sobre mim. Eu nunca fui assim. Se você não me criticar também, estará me fazendo um desserviço. Tenho tantos defeitos, e eles são só uma parte de mim." Então isso é sobre a Em: a música que ela dizia gostar, e a música que ela realmente gostava, era totalmente diferente. A ideia dela de carinho, era abraços rápidos. Ela tinha pés muito longos, como um chinpanzé.

Eu sei que isso é superficial, mas eu não acho certo falar dela sem que você tenha ideia de como ela era.

Em estava morta há 13 meses quando ela me mandou mensagem pela primeira vez.


Ticci Toby

Parece que há um longo caminho adiante, até chegar em casa. A estrada parece que não para de se estender a frente do veículo. A luz do farol do carro brilha através dos ramos das altas árvores verdes, e de vez em quando, ofensivamente refletindo a luz em seus olhos.
O ambiente estava cheio de árvores verdes profundas, formando uma floresta em torno da estrada. O único som era do motor do carro. Um som tranquilo que deixava um sentimento sereno.
Embora o passeio parecia estar indo bem, os dois passageiros estavam com um pouco de medo.
A mulher de meia-idade atrás do volante tinha o cabelo curto e castanho que combinam perfeitamente com seu rosto. Ela usava uma camiseta verde de gola no formato V e uma calça masculina. Brincos de diamantes decorado em cada uma de suas orelhas, que estavam bem discretos por causa do seu corte de cabelo que os cobriam. Ela tinha os olhos profundamente verdes da mesma intensidade de sua camisa, e a iluminação parecia torná-los mais visíveis. Embora ela estivesse sempre sorrindo, sua expressão facial era sombria e triste.
De vez em quando ela olha pelo espelho retrovisor para certificar seu filho no banco de trás, que estava parcialmente debruçado sobre seus próprios braços, e sua cabeça encostada contra a janela fria.
O menino não tinha uma aparência normal, qualquer um a primeira vista poderia notar que ele tem algo suavemente errado. Seu cabelo castanho bagunçado para todos os lados, e sua pele pálida, quase cinza. Muito diferente de sua mãe, seus olhos eram escuros, e ele usava uma camisa longa e branca que o hospital onde ele estava forneceu pra ele. As roupas que ele estava usando antes, estavam muito rasgadas e com várias manchas sangue, essa roupa realmente não poderia ser mais usadas.
No lado direito de seu rosto é possível ver alguns cortes juntamente a divisão de suas sobrancelhas. Seu braço direito estava enfaixado do pulso ao ombro, devido a estilhaços de vidros que atingiu seu braço.
Seus ferimentos pareciam ser doloroso, quando na verdade ele não conseguia sentir nada. Ele nunca pode sentir nada. Essa é apenas uma das glórias sobre ele. Quando pequeno ele sofreu de uma rara doença que o levou a ser completamente insensível diante da dor. Ele nunca sequer chorou com algum machucado. Ele poderia ter perdido um braço e não sentiria nada. Pode até parecer legal, mas devido a isso ele sofria transtorno psicológico, ele recebeu vários apelidos insultantes em curto espaço de tempo quando ele frequentava o primário, antes dele ser transferido para um centro de tratamento devido a sua síndrome de Tourette, que levava ele a ter tique nervosos de maneira que ele não podia controlar. Ele iria acabar quebrando seu próprio pescoço se continuasse se contorcendo incontrolavelmente com esses tique nervosos. As crianças que o provocavam chamando ele de Tique-Toby zombando dos seus espasmos exagerados. Então ele também começou a ter aulas particulares. Era muito difícil para ele estar em um ambiente de aprendizagem normal com crianças o perturbando.


Abandonado Pela Disney

Alguns de vocês já ouviram falar que a Disney é responsável por, pelo menos, uma cidade fantasma de verdade.
A Disney construiu o resort da Ilha do Tesouro nas Bahamas. Não começou como uma cidade fantasma! Os cruzeiros da Disney realmente paravam no resort e deixavam turistas lá pra que relaxassem em luxo.
Isso é FATO. Pode procurar.
A Disney gastou 30.000.000,000 de pratas com o lugar. Sim. Trinta milhões de dólares.
E aí deixaram pra lá.
Puseram a culpa nas águas rasas (rasas demais pros navios operarem com segurança) e até nos funcionários já que, como eram nativos de lá, eram preguiçosos demais pra trabalharem num horário decente.
É aí que os fatos acabam. Não foi por causa da areia, muito menos por que "estrangeiros são preguiçosos". Ambas foram desculpas convenientes. Não, sinceramente, não acredito que essas foram os verdadeiros motivos. Por que não caio na história oficial? Por causa do Palácio Mogli.


Sete Anos

Por sete atormentados anos tenho passado tido este pesadelo. Minha cabeça, atônita, permanece cercada por pensamentos indizíveis, vontades questionáveis, medos aterrorizantes. Sete anos e nada muda. Sete anos e eu, o que é ainda mais assustador, continuo com o mesmo sentimento daquele tempo.
Tudo começou numa tarde de abril. Não me recordo como aconteceu, mas sei que ela apareceu na minha vida. Sei que aqueles olhos penetraram nos meus, aquele sentimento aqueceu meu coração, mas não pude fazer nada. Chega a ser indescritível o modo como me senti, indefeso, envolto num sentimento diferente, pelo qual jamais havia passado. Talvez por causa disso ignorei a sensação de que isso poderia me fazer algum mal, pois poderia esquecê-la (quisera eu) na manhã seguinte. No entanto, ao chegar em casa naquela noite, tive a impressão de que havia sido seguido. Ao longo do caminho, ouvia passos, sentia a brisa tocar meu rosto e tinha a sensação de que alguém falava comigo, sussurrava em meus ouvidos. Não me lembro de ter sentido nada além de calafrios e um certo frio na espinha.
Em casa, ao preparar o jantar, ouvi um barulho na porta. Por não ter amigos, estranhei esse fato, mas fui até a porta a fim de ver quem era. Não tinha ninguém. Imaginei que fosse uma brincadeira dos meninos que viviam jogando bola em frente de casa, aqueles moleques travessos. Ignorei e voltei para a cozinha. Com o jantar já pronto, resolvi ligar a televisão para ver o noticiário. Não tinha muitas opções para diversão, não gostava de música, os livros eram minha melhor companhia. Mas, como se fosse um desejo do destino, resolvi ver o que estaria na programação naquela hora. Sentei-me em frente à televisão e assustei-me com o que vi. Enquanto as imagens mostravam dois carros incendiados, a repórter comentava sobre o acidente, que havia deixado dois mortos, um homem e uma mulher, poucas horas antes de eu chegar em casa. Como as imagens estavam sendo transmitidas ao vivo e o local do acidente não era tão distante de casa, peguei as chaves do carro e me dirigi ao local, envolto numa curiosidade interminável e inexplicável de ver aquilo de perto.



 
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