A Novela

"E rezou para que tudo fosse uma novela".
Assim terminava seu longo livro, que lhe custou muitos dias de trabalho e noites de insônia. No dia seguinte ele o publicou e, para sua surpresa, recebeu boas críticas. Todos elogiavam sua tão bem narrada história, na qual relata a história de uma pessoa que sequestra uma mulher e a deixa em cativeiro por vários anos no sótão de sua casa. Os críticos parabenizaram os diálogos e a atmosfera tensa e obscura que rodeava a obra.
Contudo, o autor do relato sabia bem que sua principal fonte de inspiração foi sua esposa, ela foi quem o incentivou a escrever esse romance. Assim, como forma de agradecimento, após o trabalho ele lhe comprou um ramo de flores. Ao chegar em sua casa, abriu a porta e pegou uma chave que repousava sobre a mesa, depois abriu a porta do sótão e desceu as barulhentas escadas. Lá embaixo, acendeu as luzes que iluminaram a escuridão, e ali estava, em um canto, o que uma vez foi uma moça linda de cabelos loiros e olhos tranquilos. O que uma vez foi uma jovem doce e amável, que um dia foi sequestrada por um doente e deixada em cativeiro em um sótão por quem sabe quantos anos. Essa mesma moça, a quem só restava seus ossos e sua carne em decomposição. O homem se aproximou do cadáver e disse com alegria: "Obrigado meu amor, foi tudo graças a você".




Emily

Emily é uma garota corajosa. Ela sabe se defender e não faz o tipo ‘donzela em perigo’. Ela é engraçada, inteligente, agitada e alegre. Seu sorriso pode iluminar um quarto à noite. Ela é linda, mas isso não importa. Não importa que seja feia ou bonita, eu gostaria dela de qualquer jeito. Eu amo a Emily, caso você não tenha percebido.

O que ela tem de ruim? Nada! Inteligente, bonita, alegre. Tudo que eu queria. Ela também tem algumas manias. Às vezes ela dá um gritinho como se tivesse se assustado com alguma coisa. E quando ela realmente se assusta, fica com os olhos arregalados, e assim ela fica incrivelmente dez vezes mais bonita. É adorável. Ela parece tão inocente assim.

Emily é sempre muito corajosa pela manhã, mas... à noite é quando eu percebo o qual vulnerável ela realmente é. Emily adora ler, assim como eu, e às vezes, quando fica muito tarde, ela costuma sentar na sala e ler um livro usando apenas a luz do celular. Não me pergunte por qual razão ela faz isso, é estranho, porém a parte que mais gosto é quando ela volta para o quarto.

Ela passa pelo corredor completamente escuro. Claro que ela usa a luz do celular, mas não adianta muita coisa. É nesse momento que aposto que várias imagens de monstros devem estar passando pela mente dela. Monstros que podem agarra-la e afasta-la da família para sempre.

Então ela passa correndo direto para a cama. Ela da uma risadinha enquanto usa a luz do celular para checar se não há algo anormal embaixo da cama, provavelmente se achando uma tola por estar com medo e pensando besteiras. Ela liga o iPod e dorme tranquilamente, esquecendo de todos os pensamentos que a fizeram sentir medo antes de se deitar.

Enquanto Emily dorme, eu continuo acordado. Emily acha que monstros podem ataca-la a qualquer momento no escuro, mas ela esta errada. Emily pensa que são coisas apenas de sua imaginação... mas está errada outra vez. Quando ela cai no sono eu deito carinhosamente ao seu lado. Enquanto esta dormindo, ela não se arrepia quando me aproximo para apreciar seu belo rosto. Nesse momento eu imagino como seria poder envelhecer ao lado dela.

Eu a admiro pelo que parece uma eternidade. Meu Deus! Ela é tão linda! Eu a beijo. Ela não acorda, ela não se assusta. Ela continua dormindo. Fecho meus olhos, sentindo seu calor humano. Por um breve momento, quase me sinto… vivo.

Mas apenas por pouco tempo, e quando abro meus olhos e abafo o choro do meu coração, percebo que nunca poderei sentar com Emily em uma praia, olhando o mar e segurando a sua delicada mão.

Saio da cama e reajusto seus cobertores. Olho para ela mais uma vez. Ela é realmente linda.

Sempre amarei a Emily. Mesmo que ela se assuste com a minha sombra, mesmo quando ela finge que não me vê no escuro, mesmo quando ela tem pesadelos comigo, mesmo quando ela abre os olhos para me ver.

Mesmo quando ela grita.


Via: Creepypasta Brasil

Eles estão em toda parte

"Eu não sei o que fazer, doutor. Esses malditos estão em todos os lugares. Ninguém sabe além de mim."

"Sabe do que, Larry?"

"Sobre os demônios! Eles estão em toda parte!"

"Conte-me sobre esses demônios, Larry. Como eles se parecem?"

"Eles tem a pele preta, bastante parecida com couro. Membros meio espinhados. As asas deles são como o véu de um ceifeiro. E os olhos..." O homem treme no sofá.

"O que tem os olhos, Larry?"

"Eles são enormes! Ocupam metade do rosto deles. E tem isso... eles nem sequer se parecem com olhos, é como um milhão de olhos aglutinados e juntos. E eles são vermelhos!"

"Ok, é o suficiente. Mas o que os torna tão terríveis para você? Será que esses tais demônios têm uma 'atração' especial por você? O que é que você não gosta neles?"

"Bem, eu sei um monte de coisas sobre eles. Eles costumam ir para cemitérios, rastejando-se na terra e sob os cadáveres à noite. Eles entram na comida e a envenena com o seu próprio vômito. Eles comem as carcaças de animais em decomposição, até os recém-mortos nas estradas. Eles chegam até as pessoas e elas não podem os ver, e então eles movem suas garras fétidas em sua carne e injeta o seu veneno e podridão, eles são tão nojentos... tão repugnantes..."

"Ok, Larry. Agora me diga onde você vê esses demônios."

"Em todos os lugares! No parque, pairando nas pessoas, e elas nem sequer os percebem. Então eles penetram suas garras em sua carne, e eles injetam seu veneno e..."

"Ok, Larry. Você já disse isso antes. Bem, iremos nos ver duas vezes por semana a partir de agora. Quarta e sexta parece bom para você?"

Larry acena positivamente assim que ele é levado para fora da porta por dois escoltas em branco. Quando a porta se abre novamente, a secretária do psiquiatra entra.

"Você descobriu por quê aquele esquizofrênico se recusava a comer?"

"Sim. Eu temo que ele vá ter que passar por mais algum tempo sendo alimentado à força, apesar de tudo. Ele acha que demônios estão em toda parte, o perseguindo e envenenando a sua comida. Nós vamos ter que encontrar uma maneira de tratar a sua Entomofobia o mais rápido possível."

"Ent... o quê?"

"Ele tem medo de moscas."


Via: Lua Pálida


Como Acabará

Houve várias festas naquela noite, mas eu já havia decidido ficar sozinho bebendo e cheirando o pouco que tinha da minha inestimável heroína em uma ribanceira com vista para o mar, determinado a encerrar esse último dia sóbrio. Eu acordei coberto de vômito e com dor assim que o sol se levantou, estava na praia, curtindo a brisa fresca na minha cara ressecada. Assim que eu mergulhei meu rosto na água, ouvi um gemido quase metálico de alegria, que logo se transformou em uma silenciosa descrença. A criança corria pela praia, seguida pela sua mãe. Como a opinião pública transbordava em ódio à aqueles que conscientemente se reproduziam, crianças e bebês eram algo inédito.

Nadei em uma lavagem de emoções: raiva crua de um egoísmo manifesto e também uma alegria sem nome que machucava, além de milhares de outras pontadas na minha cabeça e no meu coração. Na última década, quando ficou claro que nada poderia desviar a trajetória do cometa, os suspiros finais dos motores de propaganda repetiam incessantemente essa mensagem final: Não torne tudo pior do que já está. Me levantei de punhos fechados, mas o meu grito de protesto morreu em meus lábios. A terra tremeu e uma onda de choque passou sob o meu pé. O impacto foi há horas, nas estepes da Ásia; a parede de fogo e pressão estava fazendo sua jornada solene ao redor do mundo até nós. A menina foi até os braços de sua mãe. Olhavam serenamente para mim, com olhos gêmeos de uma cor verde do mar. Por um momento eu encarei a óbvia epifania. A culpa logo seria lavada pela maré da raiva.

"Eu te amo", sussurrou a mãe, segurando sua filha. Eu suspirei, e o ar logo ficou turvo e espesso com a investida do vapor. Minha visão se escureceu e eu me virei para o mar uma última vez.

Via: Lua Pálida

Uma História Para Assustar Meu Filho

“Filho, nós precisamos ter uma conversa sobre segurança na internet.” Eu lentamente me sentei perto dele. O seu laptop estava aberto, e ele estava jogando Minecraft em um servidor público. Os seus olhos estavam vidrados na tela. Haviam comentários do lado da tela em um chat. “Filho, você pode parar o seu jogo por um minuto?”
Ele saiu do mundo do jogo, fechou o laptop e olhou para mim. “Papai, isso será mais uma história assustadora e brega?”
“O quê?!” Eu fingi uma dor por um segundo, e então sorri para ele, “Eu pensei que você gostava das minhas histórias.” Ele cresceu ouvindo minhas histórias sobre crianças que encontraram bruxas, fantasmas, lobisomens e trolls. Assim como muitas gerações de pais, eu usava histórias assustadoras para reforçar a moral e ensinar lições de segurança. Pais solteiros como eu devem usar todas as ferramentas a sua disposição.

Ele fechou a cara um pouco, “Elas eram legais quando eu tinha seis anos, mas agora estou ficando mais velho, elas não me assustam mais. Elas são meio idiotas. Se você vai me contar uma história sobre a Internet, você pode fazê-la muito assustadora!?” Eu fiquei espantado com a sua incredulidade. Ele cruzou os seus braços, “Papai. Eu enho 10 anos, eu posso lidar com isso.”
“Hmm… Okay… Eu vou tentar.”
“Era uma vez, um garoto chamado Colby…” A expressão dele indicou que ele não tinha se impressionado com o terror da introdução. Ele suspirou e continuou a ouvir mais uma das histórias de seu pai. Eu continuei…
“Colby entrou na internet e entrou em vários sites infantis. Depois de um tempo ele começou a conversar com outras crianças in-game e em chats dos jogos online. Ele fez amizade com um novo garoto de 10 anos de idade chamado de Helper23. Eles gostavam dos mesmos jogos e programas de televisão. Eles riam das piadas uns dos outros. Eles exploraram novos games juntos.
Depois de vários meses de amizade, Colby deu para o Helper23 seis diamantes no jogo que eles estavam jogando. Isso foi um presente muito generoso. O aniversário do Colby estava chegando e o Helper23 queria mandar um presente legal na vida real, Colby achou que não faria nenhum mal dar ao Helper23 o seu endereço, já que ele havia prometido não dizer para estranhos. Helper23 jurou que não diria para ninguém, nem para os seus próprios pais, e então começou a enviar o pacote.”

Eu pausei a história e perguntei para o meu filho “Você acha que foi uma boa ideia?” “Não!” ele disse chacoalhando a cabeça vigorosamente.

“Bem, nem o Colby. Ele se sentiu culpado por ter dado o seu endereço, e a sua culpa começou a crescer, e crescer. Na hora que ele colocou o seu pijama na noite seguinte a sua culpa e o seu medo, estavam maior do que qualquer outra coisa em sua vida. Ele resolveu contar a verdade para os seus pais. A punição seria severa, mas poderia limpar sua consciência. Ele se afundou em sua cama enquanto esperava os seus pais irem cobri-lo.”
Meu filho sabia que a parte assustadora estava chegando. Apesar de sua conversa sobre não ter mais medo dessas coisas, ele se inclinou para frente com seus olhos bem abertos. Eu falei silenciosamente e deliberadamente.

“Ele ouviu todos os barulhos da casa. A máquina de lavar balançando na área de serviço. Galhos batendo nos tijolos do lado de fora de seu quarto. Seu irmão bebê balbuciando no berço. E haviam alguns outros barulhos que ele não conseguia… identificar… Finalmente, os passos de seu pai ecoavam lá embaixo. “Ei, Pai?” Ele disse meio nervoso. “Eu tenho algo para te contar”
Seu pai enfiou a cabeça pela porta de um ângulo estranho. Na escuridão, a sua boca não parecia se mover e os olhos estavam estranhos. “Sim, filho” A voz estava longe também. “Você esta bem pai?” O garoto perguntou. “Uh-huh” sussurrou o pai com a sua voz estranhamente afetada. Colby se cobriu defensivamente, como quem queria se esconder debaixo do cobertor. “Ummmm… A mamãe está em casa?”
“Aqui estou!” A cabeça da mãe apareceu um pouco abaixo da cabeça do pai. A voz dela também estava diferente. “Você ia nos contar que você deu o nosso endereço para o Helper23? Você não deveria ter feito isso. Nós te AVISAMOS para nunca dar informações pessoais nossas na Internet!”
Ela continuou, “Ele não era uma criança de verdade. Ele apenas fingia ser uma. Você sabe o que ele fez? Ele veio na nossa casa, arrombou a porta e nos matou. Só para que ele pudesse passar um tempo com você!”
Um homem gordo com uma jaqueta molhada apareceu no quarto segurando duas cabeças cortadas. Colby gritou e engasgou quando o homem jogou as duas cabeças no chão e puxou sua faca e se moveu em direção ao Colby.
Meu filho gritou também. Ele cruzou os braços defensivamente acima de seu rosto. Mas nós estávamos apenas começando com a história.
“Depois de várias horas, o menino estava quase morto e seus gritos se tornaram choramingos. O assassino percebeu o gemido do bebê no outro quarto e retirou a faca do corpo do Colby. O bebê teria um tratamento especial, ele nunca havia assassinado um bebê antes e estava animado com a oportunidade. Helper23 deixou Colby para morrer e seguiu os choros pela casa até o quarto da criança.
No quarto, ele andou até o berço, pegou o bebê e o segurou pelos braços. Ele levou a criança até a mesa de troca para ter uma visão melhor. Mas enquanto ele segurava o bebê o choro parou. A criança olhou para cima e sorriu. Helper23 nunca havia segurado um bebê. Ele balançou lentamente a criança como um profissional em seu colo. Ele limpou sua mão cheia de sangue no cobertor para que ele pudesse apertar a bochecha da criança. “Olá pequeno carinha” A fúria e o sadismo se tornaram algo mais aconchegante e leve.
Helper23 saiu daquele quarto, levou a criança para casa, deu o nome William para ele e o criou como se fosse seu.
Depois de terminar a história, meu filho estava visivelmente abalado.Ele disse gaguejando “Mas pai, O MEU NOME É WILLIAM”. Eu dei uma piscada para ele e passei a mão sobre os cabelos dele. “É claro que é filho.” William correu para o seu quarto soluçando de medo.
Mas no fundo no fundo… Eu acho que ele gostou da história.


Via: Medo B


darkface.jpg

Olá, me chamo Melchior, e essa é minha história.

Tudo começou no Halloween de 2013, quando eu estava voltando de uma festa à fantasia, estava muito bêbado, então eu dormi. Quando eu acordei, estava numa puta ressaca, então, de mal humor, fui ler meus e-mails. Percebi que havia recebido uma nova mensagem. Nela tinha uma frase: “Se você não ri agora, acalme-se, na escuridão você se verá comigo, então agora, deixe-me rir por você, Melchior, pois depois, riremos juntos.” Eu fiquei muito assustado, porém achava que era um trote, então eu apaguei.
Não era um trote.
No dia seguinte, eu tive muitas dores de cabeça, olho, ouvido, enfim, no rosto todo. O que mais doía eram meus olhos, que estavam muito vermelhos. Depois, quando eu me senti um pouco melhor, eu fui ao médico, ele me passou uma pomada e um remédio. Os dias passaram e eu estava me sentindo melhor, até que recebi um outro e-mail daquela mesma pessoa. Estava escrito: “Não me ignore”, então veio um arquivo, com o nome: “Darkface.jpg”. Curioso do jeito que eu sou, eu abri a foto: era um desenho um pouco amador, de um sorriso vermelho, com dois olhos que também eram vermelhos, acompanhados de um fundo preto. Eu já estava cansado dos “trotes” então eu apaguei o meu e-mail e criei outra conta.
No outro dia, eu estava atrasado para o trabalho, então fui correndo pegar o ônibus.
Péssima ideia.
O ônibus bateu em um outro carro, 5 pessoas morreram, por pouco, o número não virou 6, mas em troca, estava muito ferido e estava perdendo muito sangue, pois minha perna acabou com um corte muito fundo, então fui levado para o pronto-socorro. Ao chegar lá, eles me apagaram e começaram a cirurgia.
Sete hora depois, a cirurgia havia acabado, porém tive que continuar no hospital durante um fim de semana, para eu me recuperar. Foram péssimos dias, além da comida ruim, eu tive vários pesadelos, onde eu aparecia do lado de uma sombra, rindo muito alto. O tempo passou, e eu saí de lá, voltei para casa. Tinha várias mensagens no meu e-mail. “Putz, devem ser familiares, isso vai demorar...” Eu pensava. Bem, eu me enganei, era aquele cara. Eu não aguentava mais, fui à polícia, denunciei ele, na esperança de pôr um fim nisso. “Olha rapaz, nós faremos nosso máximo para encontrar esse engraçadinho, conte conosco.” Disse o oficial da polícia. Eu fiquei tranquilo na hora, pensava que finalmente tudo havia acabado. Mas não havia.
Três meses se passaram, nada demais aconteceu, eram 3:00 da manhã, eu estava voltando de uma festa com meu amigo, então eu cheguei em casa e o telefone estava tocando. “Olá Melchior, como você está? Lembra de mim? Haha, poxa, faz tanto tempo né? Que tal nos encontrarmos? Está na hora de rir, lembra? Hahahahah”
Então ele desligou. Eu sabia que tinha algo ruim naquilo, então fui correndo para a delegacia, quando eu entrei lá, todos estavam mortos, e cada um deles estava com a perna decepada, as luzes piscavam, eu sentia muito medo, então a luz apagou e eu desmaiei. Quando acordei, eu estava em uma sala muito pequena. Tinha sangue na parede e para a iluminação, havia somente uma pequena lâmpada pendurada sobre minha cabeça. Lá havia um vulto muito alto na minha frente, não conseguia ver ele direito, pois estava muito escuro. Nossa, ele não parava de rir, que psicopata! Ele era mais que um psicopata...
“Olá Melch, posso te chamar assim? Melch? Hahahaha” disse ele. Puta merda, que medo. “Você sempre foi ateu, não? Não precisa responder, eu sei que você era... Não acreditava no meu criador, Lúcifer, não é? Bem, eu sou um filho dele, me chamo Liltzuan, mas todas minhas vítimas me conheciam como Darkface.” Completou ele. Então ele se virou para mim, e saiu da sombra. CARALHO QUE SUSTO! Ele tinha olhos completamente vermelhos, a pele escura, e um sorriso muito grande, seus dentes eram afiados e ele não tinha nariz. Era careca. “Você já deve ter visto meu desenho” Disse ele, completando: “Afinal, eu mandei ele para você. Óbvio que eu não sou daquele jeito, também né, fui eu que desenhei, e eu não tenho mão boa para desenhar. A minha mão só é boa para uma coisa, para isso:” Ele furou minha barriga com sua própria mão. Doeu muito aquilo, foi a dor de mil facas me penetrando (mil para cada dedo). Então ele se virou e disse: “Te dou uma última chance. Consiga 100 pessoas para mim, então te libertarei, ou...” Após essas falas eu desmaiei, e acordei na minha cama, com um bilhete sobre ela: "Ainda existe uma nova mensagem... Hahaha" estava escrito à sangue, talvez o meu, ou dele, sei lá! Então eu fui direto para o meu e-mail ver a mensagem, havia um desenho acompanhado da frase: "HAHA VOCÊ DEVE RIR MAIS haha HAHA". Ok, talvez eu devesse me preocupar com isso, então salvei a foto em meu computador, qualquer coisa né, então fui me deitar, estava me sentindo estranho...

9 meses depois... (Hoje)

Bem, é Outubro de novo, passou um ano desde a primeira mensagem, então estou aqui, para cumprir minha promessa, cada pessoa que leu isso está com Liltzuan, só há um jeito de escapar: no dia do Halloween, à meia-noite, (se você estiver lendo isso depois da meia-noite do Halloween, você tem que cumprir até três horas depois de ler) você tem que quebrar uma cruz, e fazer gargarejo com água benta (e depois cuspir), independente disso, ou não, sua alma já está contando para minha libertação. Espero que vocês me ajudem, hahaha, finalmente eu compreendo a risada, hahahaha, que Deus lhe abençoe, você irá precisar. Hahahahaha. Um dia, você também rirá com ele. Hahaha... Talvez a gente se veja novamente... Hahahahaha...

- Matias Melchior, 20 anos, Rio de Janeiro.



Via: Creepypasta Puro

A Casa Sem Fim 2 - Maggie

Leia a Parte 1 aqui.

Já se fazia três semanas que eu não ouvia noticias de David. Nos seis meses que namoramos, ficamos no máximo três dias sem nos falar. Não havia nada fora do comum na ultima vez que o vi, ele tinha mencionado que estava indo verificar uma coisa que um amigo lhe contou. Naquela noite eu ainda recebi um SMS um pouco estranho de David, mas não era de seu número. Era uma mensagem de apenas seis palavras.

“Casa sem fim, não venha! David.”

Tinha alguma coisa errada. Depois que li esse texto me senti enjoada, como se eu tivesse visto algo que não devia. Eu decidi logar na conta de Messenger dele para ler suas ultimas conversas. As mais recentes era com Peter, um dos seus melhores amigos, um viciado e burro, mas pelo menos ele podia ter algumas informações sobre onde David poderia estar. Assim que entrei, imediatamente recebi mensagens.

- David? Puta merda cara, você me deixou preocupado. Pensei que tivesse ido para aquela casa.

- O que você quer dizer?

- A casa sem fim, cara, eu podia jurar que você tinha ido para lá.

Casa sem fim, esse cara sabia o que estava acontecendo.

- Pois é... Eu não consegui encontra-la. Talvez eu tente ir lá amanhã. Me passa o endereço de novo?

- De jeito nenhum! Você já me preocupou demais, eu estive naquele lugar, acredite em mim, você não vai querer ir naquele lugar.

- Peter, aqui é a Maggie.

- Espere... O que? Onde está o David?

- Eu não sei, pensei que você poderia saber, mas aparentemente não.

- Puta merda! Merda, merda, merda!

- O que foi? Sério Peter, você precisa me dizer o que está acontecendo.

- Eu acho que ele entrou naquela casa. Não é longe, talvez quatro milhas abaixo, em Terrence. Seguindo a estrada marcada e virar a direita. Puta merda! Ele se foi!

- Não, eu não acho que ele se foi.

- O que você está pensando em fazer?

- Eu vou trazê-lo de volta.

Eu parti para a procura dele na mesma noite em torno das oito. Não havia um único carro em toda viagem, e quando virei para uma rua sem nome, vi uma placa com uma seta.

“Casa sem fim// Aberto 24 horas”


Minha respiração estava ofegante desde que saí de casa, e ver a tal casa sem fim não ajudou em nada. Não havia outros carros ao redor, o que me fez pensar que talvez não estivesse aberto. A luz da varanda da frente iluminou a área circundante, e pelas janelas se percebia que as luzes estavam acessas do lado de dentro. Eu estacionei meu carro e caminhei até a porta da frente.

O lobby era normal, e como eu previ, não havia ninguém lá. Todas as luzes estavam acesas, mas ninguém estava lá. Apenas um banner dizendo:

“Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!”

Isso por si só não deu medo, mas o que me causou um frio no estômago, foi um rabisco logo abaixo em vermelho escrito à mão:

“Você não vai conseguir salvá-lo”.



 
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